Justiça #11

Ao comentar a 10ª edição da série Justiça, mencionei ser aquela a mais eletrizante até o momento. Bem... não é mais. A 11ª parte da inesquecível saga criada por Ross, Krueger e Braithwaite não concede ao leitor um instante sequer de tranqüilidade, pois todas as suas páginas, sem exceção, são recheadas de cenas de ação tão intensas quanto complexas.
Caso você, leitor, tenha me dado a honra de ler meu texto sobre a 10ª edição deve estar se perguntando neste momento: considerando a ação incessante desta revista, teriam os autores cometido o mesmo equívoco que na edição passada? Teriam privilegiado somente a ação esquecendo-se de dar a devida atenção à narrativa? É com grande alívio que lhes respondo com um sonoro NÃO! Felizmente o texto de Krueger volta a interagir com a arte de Ross e Braithwaite. Suas palavras complementam e concedem profundidade às pinturas da HQ. Se na edição passada o roteiro tinha sido reduzido a mero coadjuvante, na 11ª ele volta ao posto de protagonista, de onde não deveria ter saído.
Então porque a nota 9,5 para a revista? Bem, esta explicação eu darei mais à frente. Por ora, falarei de dois pontos marcantes do texto de Krueger nesta edição. Tais pontos são os embates entre Adão Negro x Capitão Marvel e Sinestro x Lanterna Verde, os quais possuem algo em comum; a meu ver, com eles o roteirista pretendeu indicar o que define um herói e um vilão.
O que torna alguém um vilão? Em que momento da vida um indivíduo, possuidor de plenas capacidades de desenvolver-se como pessoa, desvirtua-se do caminho da retidão e torna-se um perigo para todos que o cercam? Seria o poder o corrompedor desses indivíduos ou suas mentes já estariam maculadas anteriormente, quando seus corpos ainda estivavam desprovidos de força sobre-humana?
No meu entender, no que tange Adão Negro e Sinestro, suas personalidades violentas nascem a partir do momento em que eles deixam de se considerarem como indivíduos, caso estejam desprovidos de seus superpoderes. Eles somente podem SER considerados indivíduos quando ESTÃO com seus poderes extraordinários.
Há, no caso dos dois, uma inversão completa dos verbos ser e estar. Esse último verbo, que representa papel de complementar à condição de existência do indivíduo, demonstrando condição (física ou psíquica) e status (social ou econômico), transforma-se em elemento básico para o próprio conceito de existência. Suas mentes foram corrompidas de tal forma pelo poder ilimitado que se torna impossível vislumbrar o continuar da vida sem as benesses por ele outorgadas. Essa conclusão torna-se clara quando Capitão Marvel ameaça estrangular Adão Negro, caso este se recuse a proferir a palavra mágica que lhe retirará todos os poderes, e o vilão, tomado pelo desespero, suplica: “Não. Eu tenho estado... assim... nesta forma... faz tanto tempo”. Ao que Marvel replica: “Esse é o problema”. Ou seja, os anos que Adão Negro passou utilizando os poderes mágicos outorgantes de uma força inimaginável fizeram-no esquecer que antes de ser o portador dessa capacidade divina, era “apenas” um homem, com fraquezas e limitações. Assim, sua existência resumiu-se aos momentos em que utilizava seus poderes, sendo todo o resto apagado de sua mente.
O mesmo pode ser dito de Sinestro; ao dizer que Hal Jordan não é nada sem o anel, Sinestro confessa sua própria dependência ao poder emanado do anel do Armeiro. Admite sua fraqueza e rebaixa-se à insignificância quando desprovido do poder soberano do anel outrora conferido. Por sua vez, Capitão Marvel e, principalmente, Lanterna Verde demonstram que o poder absoluto somente manifesta sua forma ilimitada em todo o seu esplendor quando emanado de um indivíduo com personalidade suficiente para entender que para ESTAR no domínio daquela força suprema é imprescindível SER um indivíduo dotado de um caráter íntegro suficiente para manipulá-la.
Sinestro e Adão Negro sempre tenderão ao fracasso, pois crêem no poder como sustentáculo para suas existências, mal sabendo que ao fazerem isto reduzem suas vidas a um lampejo de supremacia que pode findar-se a qualquer momento, seja com um grito engasgado de uma palavra mágica seja com o apagar melancólico da luz proveniente de uma bateria.
No meu entender, esses são os pontos altos do texto de Krueger nesta edição, porém, a narrativa não se limita a esses dois embates. A história avança e ganha contornos novos a partir desta 11ª parte, pois aquilo que se iniciou como um terrível sonho a atormentar os criminosos mais poderosos da Terra pode resultar na mais abominável verdade que já se abateu sobre os habitantes deste planeta. Braniac não se uniu aos demais criminosos da Legião do Mal para atingir seus objetivos nefastos, ele os usou. Não existiu um plano para fazer a vilania desmantelar a Liga da Justiça, apenas estratagemas desenvolvidos por Braniac para afastar a atenção de todos de seu real objetivo: a destruição completa de toda a vida da Terra, a fim de iniciar uma nova história, a gênese de uma nova raça, composta por seres geneticamente criados para serem perfeitos.
Quanto à arte, há tanto a ser escrito sobre as pinturas de Ross e Braithwaite que faltam palavras para descrever o turbilhão de sensações originado da magnífica habilidade desses artistas. Cada quadro da revista é complexo. Esta edição não abre espaços para cenas singelas e simples, todos os desenhos realizados reproduzem feições, transmitem movimento e retratam a violência com uma perfeição irritante. Por mais que eu tente expressar para você, leitor, toda a plasticidade da ação imposta por Ross e Braithwaite durante esta edição, nada, absolutamente nada, se compara ao prazer de folhear esta obra-prima dos quadrinhos.
Considero-me um leitor muito recente de HQ’s, porém já tive o privilégio de ter contato com várias obras-primas dos quadrinhos, mas nunca havia testemunhado tamanha competência na elaboração de cenas de ação (tanto em quantidade quanto em qualidade) como nesta 11ª parte da série Justiça, a qual encontra seu ápice na representação da luta entre a Liga da Justiça e o exército de Braniacs; não fui louco o suficiente para contar, mas posso garantir que a pintura de página dupla que reproduz essa luta contém mais de 100 personagens, todos interagindo entre si (e ao fazer isso, a maioria absoluta dos Braniacs perde algum membro!). Noção de profundidade, espaço, angulação, movimento dos personagens, tudo misturado no caos de uma guerra meticulosamente organizada por Alex Ross. Mas a perfeição não é medida pela quantidade de personagens retratados em uma página, tanto que outro momento memorável da revista é a luta entre Lanterna Verde e Sinestro, principalmente quando a bateria dos anéis do Armeiro, que cada um possui, esvai-se e o embate entre eles é resolvido à moda antiga, no braço mesmo. O efeito de cada soco desferido, dos chutes aplicados é devastador, tanto nos personagens quanto no leitor da revista.
Para encerrar esta análise, cumpre esclarecer o porquê da revista não ter recebido a nota máxima, considerando todos os seus méritos narrados até o momento. Ao final do meu review sobre a 10ª edição da série, revelei meu temor sobre a possibilidade de dois assuntos não serem tratados pelos autores ou, caso fossem, não possuírem o devido espaço para seu desenvolvimento dentro da história. Esse temor está se concretizando.
Se, por um lado, ainda não foi mencionado o fato dos heróis serem mal vistos pela população “salva” pela Legião do Mal, haja vista que para ela os vilões são os verdadeiros benfeitores, pois concederam uma nova oportunidade de vida sem suas deficiências naturais, por outro a utilização dessa massa de pessoas, por meio dos nanorobôs de Braniac, como exército para atacar a Liga da Justiça ocupou um espaço muito restrito na revista. Em duas páginas essa idéia é lançada e resolvida pelos autores, sequer há tempo para que o leitor possa sentir temor pelas pessoas que estão atacando a Liga, pois o problema é tão prontamente solucionado pelo Lanterna Verde que não chega a haver suspense, o que é uma pena.
Entrementes, não posso deixar de ressaltar o grande desfecho da HQ. A história encerra com um estupendo gancho para a edição final, gerando (aí sim) um suspense enorme sobre o futuro da população libertada do controle robótico de Braniac, mas aprisionada pela insanidade dos gases produzidos pelo Espantalho.
Espero ter justificado satisfatoriamente a nota concedida à revista. São problemas pequenos para uma obra tão grandiosa, mas mesmo assim precisam ser mencionados. É uma pena faltar apenas uma edição para o fim dessa saga que, com certeza, já tem o seu lugar reservado na história das melhores histórias já criadas para a Liga da Justiça. Há ainda mais uma parte da saga a ser apreciada, o epílogo desta viagem maravilhosa a que Ross, Krueger e Braithwaite nos convidaram, e nós acompanhamos fascinados por todo o seu trajeto. Que venha a última etapa, estamos ansiosos para desfrutar desta jornada um pouco mais.

Justiça #10

Após ler esta HQ posso afirmar, sem o receio de errar, tratar-se da mais eletrizante edição da série Justiça até o momento. Na décima das doze revistas que compõe essa memorável história da Liga da Justiça o ritmo aumenta e muito! Infelizmente, em meio a tantos socos, pontapés e explosões, sobra pouquíssimo espaço para o desenvolvimento do texto de Jim Krueger, fazendo com que a revista seja levemente inferior às demais publicadas.
É evidente, contudo, que mesmo esta edição “inferior” é, de longe, muito superior à esmagadora maioria dos quadrinhos que abarrotam as bancas brasileiras. Mas, dado o altíssimo nível das HQ’s anteriores, as quais tinham o grande mérito de balancear com perfeição a incrível arte de Ross e Braithwaite com o belo e cheio de significados subentendidos texto de Krueger, fica a impressão de que a revista poderia ter um algo mais.
As ressalvas feitas acima sobre o roteiro da revista (as quais serão ainda abordadas na parte final deste review) de forma alguma significam que a HQ seja ruim. Pelo contrário, de leitura fácil e rápida, é impossível largá-la antes de seu final, graças às impressionantes cenas de ação que preenchem cada centímetro da edição.
Como era de se esperar, Ross e Braithwaite não decepcionam; criam cenas empolgantes e repletas de detalhes. Assim, não se surpreenda ao reler a revista e descobrir pontos que anteriormente tinham passado despercebidos. O maior exemplo da riqueza de detalhes e da perfeição na construção dos momentos de ação encontra-se na página 16, onde, em pouco mais de meia página, dezesseis personagens são retratados lutando entre si (isso sem considerar a enorme planta produzida por Era Venenosa e a luz com sinais de interrogação emanado do Charada). É uma impressionante demonstração de talento dos artistas, que dominam como poucos o restrito espaço concedido pela mídia dos quadrinhos.
Também merece destaque a atuação do Aquaman, que enfim pôde descarregar todo o seu ódio nos “pobres” Parasita e Arraia Negra. Seus ataques são secos, certeiros, brutais, ou seja, combinam perfeitamente com o estado psicológico do personagem, explorado com precisão nas edições passadas.
Cumpre fazer uma menção, ainda, à atitude heróica do Homem-Elástico. Por vezes considerado um personagem do segundo escalão da Liga, demonstra ser digno das mais altas honrarias dedicadas àqueles que abrem mão da própria vida para salvar a do seu próximo. Sua entrega é tão bela quanto penosa.
Retornando ao texto de Jim Krueger, entendo que alguns assuntos interessantes não estão sendo abordados ou estão sendo deixados para as próximas edições. O problema é que faltam apenas duas revistas para o fim da série e, talvez, tais temas não tenham o espaço devido na história.
Na minha opinião, duas questões que deveriam ocupar lugar de destaque na série ainda não foram mencionados. A primeira diz respeito à utilização da população como um exército contra a Liga da Justiça. Como os heróis reagiriam ao ataque daqueles que juraram proteger? Levando-se em consideração a fragilidade dos humanos normais, qualquer esboço de defesa pode ter resultado mortal. A segunda e principal questão diz respeito à reação da população à tentativa da Liga de “salvá-los”. Devemos sempre lembrar que os moradores das novas cidades são pessoas normalmente excluídas da sociedade: indivíduos com deficiências e limitações que não raro os impedem de executar as mais corriqueiras atividades da vida (conforme se nota das duas primeiras páginas desta edição). Assim, é natural que essa massa de indivíduos enxergue a Legião do Mal como os verdadeiros salvadores, os reais responsáveis por um novo e ilimitado horizonte em suas vidas. Para eles, seriam os membros da Liga da Justiça os verdadeiros heróis?
Mais uma vez lembro que as eventuais falhas no roteiro não tornam esta edição ruim, mesmo porque a intensa ação da história (retratada por Ross e Braithwaite de forma estupenda) mantém a tensão do leitor sempre nas alturas, contudo, quando comparada às demais revistas lançadas, fica a sensação de que algo faltou para ser considerada perfeita. Torço para existir tempo hábil para essas falhas serem corrigidas.

Justiça #09

A primeira investida da Legião do Mal contra a Liga cessou. Todos os heróis sobreviveram. É hora do contra-ataque.
Passada a estagnação inicial, os heróis assimilam o golpe da revelação de suas identidades secretas, encaram o medo da divulgação de suas vidas privadas e iniciam a investida contra Luthor e Braniac. Porém, logo fica claro que o embate contra a vilania será mais duro que o previsto. O exército do mal está reforçado e seus novos combatentes são os próprios familiares e amigos dos heróis.
O primeiro a lutar contra o próprio sangue é o Capitão Marvel. Aquele que é a síntese de seis dos mais fortes, corajosos e sábios personagens da história, encontra no amor nutrido por sua irmã seu ponto fraco. Apesar de, aparentemente, não possuir vulnerabilidade, Capitão Marvel é facilmente vencido por Adão Negro, seu amigo Freddy e sua irmã Mary. Essa foi apenas uma amostra dos desafios que a Liga terá de enfrentar quando a luta contra a Legião do Mal começar. E a julgar pela fragilidade do Capitão Marvel, talvez eles não estejam totalmente preparados.
Enquanto parte da Liga forma uma frente de ataque contra Grodd, Clark Kent e Bruce Wayne investigam a verdade por detrás da suposta cura anunciada aos quatro ventos por Luthor. E a verdade não poderia ser mais sombria, pois as injeções milagrosas aplicadas por Jonathan Crane (Espantalho) fazem muito mais que “apenas” eliminar imperfeições nos frágeis corpos humanos. As máquinas injetadas com o soro milagroso estão controlando, reconstruindo e transformando os seres humanos. Braniac, portanto, não queria curar a humanidade, mas arrebatá-la, transformando os homens em soldados ao seu dispor. O que pode ser um ótimo gancho para as próximas edições, porque ao se confirmar o domínio da população por Braniac, este poderia utilizá-la contra a Liga. Estariam os heróis preparados para lutar contra todos aqueles que juraram proteger?
A cada edição fica mais evidente que Braniac e Lex Luthor possuem objetivos distintos. Nunca houve uma união real para desmantelar a Liga da Justiça, mas somente uma união de forças para, cada qual, atingir seus fins particulares. Acredito, inclusive, que Luthor sequer saiba os reais propósitos de Braniac, tanto que implanta um dispositivo em um dos replicantes de Braniac, transformando este em um espião no covil do agora inimigo.
Novamente o texto de Jim Krueger traz os elementos certos para manter o interesse do leitor. Toda a revista deixa ganchos e possibilidades muito interessantes para a próxima edição, como no caso do possível exército de Braniac, formado por parte da população mundial. Também merece destaque a personalidade forte da Mulher-Maravilha, pois mesmo debilitada pelo veneno introduzido em seu corpo pela Mulher-Leopardo, insiste em participar da campanha contra Grodd. Essa é a verdadeira natureza do herói. Conhece o seu próprio medo, sabe dos riscos de suas atitudes, mas prossegue sua caminhada para a proteção de um bem maior. Como todos dentro da Fortaleza da Solidão entendem os sentimentos que pairam na mente da Mulher-Maravilha, nenhum deles se opõe à sua vontade, pois sabem que se estivessem no lugar dela teriam a mesma atitude.
Bem interessante também é a saída encontrada por Krueger para proteger a Liga das minúsculas máquinas de Braniac, principalmente pelo discurso furioso de Aquaman na edição anterior. Como mencionei no review anterior, a fala de Aquaman, apesar de justificada, haja vista o seqüestro do filho, deve ser avaliada com cautela, pois generaliza a violência para com as máquinas e sugere que o assassinato delas seja um fato menor ou um ato perdoável. Assim, mostra-se acertada a solução para evitar as diminutas máquinas de Braniac; envolver parte da Liga com os robôs outrora menosprezados por Aquaman, mostrando que somente a união homem-máquina será capaz de enfrentar os desafios vindouros.
Quanto à arte, Alex Ross e Doug Braithwaite repetem a aula concedida mensalmente na série Justiça. É uma forma clássica de representar os quadrinhos, os ângulos são muito bem escolhidos e, muito embora não sejam tão ousados quanto outros artistas (a exemplo de Eduardo Risso em 100 Balas), concedem um ritmo perfeito à história. Destaque para a luta de Capitão Marvel e Adão Negro; quando Mary profere a palavra mágica, perde seus poderes e despenca rumo à morte, Marvel arremete em seu encalço e o ângulo que nos é apresentado nesta cena (originado dos próprios olhos de Marvel) mostra suas mãos enormes e fortes, em primeiro plano, contrastando com a pequenina e frágil Mary, em segundo plano.
A luta travada com Adão Negro, por sinal, é o ponto alto revista, no que tange a arte. Não ocupa grande parte da HQ, mas todas as cenas que a representam são perfeitas, mostram somente o necessário para nos demonstrar o sofrimento de Marvel ao ter de combater as pessoas mais amadas.
É de ser ressaltada, também, a belíssima página dupla onde a aperfeiçoada Liga da Justiça nos é apresentada. Todos os trajes desenvolvidos pelos artistas são belos e combinam perfeitamente com os heróis que os vestem. Na minha humilde opinião o do Batman é o mais bacana.
Restam apenas três edições desta série já clássica. Muitas perguntas ainda pairam sem respostas, o que somente aumenta o nosso interesse pelos próximos números. É uma pena, portanto, faltarem tão poucos.

Justiça #08

Medo. Para muitos estudiosos esse sentimento existente em todo ser humano é uma das formas mais eficazes de se impedir o cometimento de um delito, tanto que, no mundo dos quadrinhos, o medo é utilizado de diversas maneiras com o objetivo de evitar que mentes criminosas transformem pensamentos macabros em terríveis ações.
É evidente que cada herói trabalha e utiliza o medo de uma forma específica, levando em consideração os poderes que possui, conforme se verifica da primeira página desta edição de Justiça. Uma rápida conversa entre Batman e Superman releva como cada um deles emprega seus poderes para incutir nos criminosos a sensação paralisante do medo, obstando a concretização do intento delituoso. Mas como reagiriam os heróis se eles fossem as vítimas do medo? De que forma desempenhariam suas “funções” se esse sentimento estivesse sedimentado em suas mentes?
A Legião do Mal, ao arrancar a máscara do anonimato dos principais membros da Liga da Justiça, lançou um feixe de luz devastador nas tranqüilas e seguras trevas das identidades secretas dos heróis. Ao desmascará-los, os vilões revelaram não só a humanidade por trás da mitologia heróica, mas também expôs as fraquezas desses personagens reais, falíveis, humanos... A partir deste momento, analisarei algumas mudanças de comportamento perceptíveis nos heróis, as quais representam reações umbilicalmente ligadas ao sentimento de medo a eles imposto.
A primeira delas é notada no momento em que Capitão Frio é capturado e levado para a fortaleza da solidão para ser interrogado. Como reconhecido pelo próprio Superman, seria muito fácil utilizar o laço da Mulher-Maravilha, a verdade escorreria por sua boca sem qualquer sofrimento, porém, a ausência de sofrimento não é o desejo geral da Liga da Justiça. A verdade pura e simples não bastava, era necessário temperá-la com dor e agonia, por isso Batman foi escalado para interrogá-lo. O detalhe de Batman estar envolto no laço da Mulher-Maravilha foi uma mensagem direta para nós leitores, não para os membros da Liga, pois estes não se importavam se Batman cumpriria ou não as ameaças feitas ao Capitão Frio; o relevante é que a verdade seria revelada, mas não sem causar efeitos devastadores no vilão.
Em um ponto distante do Universo, Hal Jordan também foi marcado a ferro pelo medo. Condenado a viver eternamente sozinho em seu anel, o Lanterna Verde, por medo de seu cárcere perpétuo, criou sua realidade particular, esqueceu-se de quem era e passou a reviver os momentos seguros e ingênuos de sua existência anterior ao encontro com o anel que lhe daria os poderes de um deus, mas que o condenaria ao governo de um mundo sem súditos.
De volta à Fortaleza da Solidão, notamos como o medo da exposição aprisionou os heróis. A publicidade de suas identidades secretas exibe o elo mais fraco de cada herói, a vida por detrás da máscara. São os amigos, os filhos, as mulheres e os maridos dos benfeitores os seus pontos mais vulneráveis. Apesar de dotados de uma força ou inteligência sobre-humana, é na família e no círculo de amizade que eles recarregam as energias para persistir na luta contra o crime, portanto, atingir seus entes queridos destruiria por completo suas bases de sustentação. Assim, testemunhamos a agonia inerte de toda a Liga que, recolhida e encolhida na Fortaleza da Solidão, apenas acompanha o caminhar dos planos de Luthor, Braniac e Grodd rumo ao sucesso, até que um herói ousa insurgir contra a estagnação instalada na gélida morada do Superman... Aquaman.
Esse, logo após chegar à Fortaleza e indignar-se com a postura de seus amigos ante as investidas da Legião do Mal, recebe a notícia de que seu filho fora seqüestrado e entregue a Braniac. É evidente que ele teme por seu filho, afinal ninguém mais do que Aquaman consegue vislumbrar a maldita insanidade de Braniac. Porém, sua reação ante ao medo daquilo que poderia ser feito contra seu filho é diametralmente inversa à tomada pelos demais integrantes da Liga. Ele quer agir, e quanto antes melhor.
É interessante notar como Aquaman reage às situações extremas a ele impostas. A primeira reação, como dito, é uma urgência em agir, para evitar o pior para seu filho e o restante da população do globo, a segunda é um profundo e incurável ódio nutrido contra Braniac. Esse ódio (chamado por Superman de compensação), inclusive, resulta em um acalorado e um tanto irracional discurso de Aquaman, que no final quase louva o fato de Braniac ser “apenas” uma máquina, pois assim sua consciência não o agredirá quanto matar aquele que originou toda a sua dor. Ao dizer tais palavras, entretanto, ele se esquece que boa parte dos ocupantes da Fortaleza da Solidão naquele momento são máquinas ou foram curados por elas. Acredito, desta forma, que a visão, em segundo plano de andróides e de integrantes da Patrulha do Destino não é mera coincidência, mas uma clara indicação que o ódio e o menosprezo generalizados à determinada classe de pessoas (neste caso robôs e, no caso de Hitler, os judeus, por exemplo) podem gerar conseqüências catastróficas.
Por tudo o que foi dito até o momento, torna-se claro que o destaque para esta edição de Justiça é o seu texto. Cheio de mensagens subentendidas, permite diversas interpretações sobre vários pontos da HQ.
Não que a arte não seja perfeita. Todos os quadros são deslumbrantes como sempre, principalmente o que mostra o vôo pelo espaço feito pelo Superman após conversar com o Batman; enquadramento exato e pintura precisa resultam em mais um momento belíssimo proporcionado por Alex Ross na coleção de inesquecíveis imagens apresentadas durante toda a série.
Faço uma última ressalva para a página dedicada ao Coringa. Sei que ele é apenas um coadjuvante nesta série, mas todos os momentos em que sua figura loucamente enigmática aparece são inesquecíveis. Sua versão de pastor a caminho da ascensão ao paraíso é indescritível.
Apesar da longa análise, o presente texto de forma alguma esgotou todos os temas contidos nesta pequena obra-prima, a qual termina com belos ganchos para as próximas edições, mantendo sempre o suspense sobre o futuro dos heróis e de seus entes queridos nas alturas.

Justiça #07

Com esta sétima edição, Justiça inicia seu caminho derradeiro. O final desta belíssima saga se aproxima, porém, os problemas enfrentados pelos membros da Liga da Justiça estão longe de terminar.
Como nas edições anteriores, o texto de Krueger consegue transmitir fluidez à trama que, muito embora tenha uma quantidade enorme de personagens, em momento algum se mostra confusa ou “atropelada”. Assim, os muitos fatos narrados na HQ são explicados da forma devida, em que pesem as poucas páginas separadas para cada um deles. Isso demonstra a habilidade não só do roteirista, mas também dos artistas (dos quais falarei mais adiante) na construção de um número reduzido de quadros, mas que transmitem um grande significado para o leitor.
Outro mérito de Krueger é desenvolver situações que representem riscos reais à vida dos heróis. Todos os ataques perpetrados pela Legião do Mal causam ao leitor a sensação de que pode estar acompanhando a última aventura dos heróis. São situações críticas e criativas, que só a mente de um fanático pela Liga poderia ter desenvolvido.
Exemplo claro é a atuação do Superman e do Capitão Marvel no salvamento do Flash. Após ouvir o ousado (e provavelmente fatal) plano do Capitão, o Homem de Aço faz às vezes do leitor ao propor um plano muito mais simples (e aparentemente lógico) para socorrer Flash: “(...) você tem a velocidade de Mercúrio. (...) Talvez você consiga detê-lo sem fazer o que está planejando. Apenas agarre-o”. Sugestão rechaçada de imediato por Marvel: “ele está vibrando tão rápido que não pode ser agarrado...”.
Assim, Krueger não só elaborou o plano para salvar o Flash como fez questão de demonstrar que aquela era a única saída viável, evitando que alguns leitores apontassem supostos “furos” na história ou que alegassem ser a idéia heróica do Capitão Marvel pra lá de absurda.
Em meio a tantos ataques aos membros da Liga da Justiça, na minha opinião, um demonstra requintes especialmente cruéis: o realizado contra o Lanterna Verde. Na edição passada, Hal Jordan começava a se perguntar por quanto tempo agüentaria sobreviver dentro de seu anel, vivendo em um mundo artificial, sem espontaneidade e sem o caos natural (e essencial) da vida humana.
Passado algum tempo, o Lanterna nota ser impossível continuar vivendo nesta realidade artificial e decide converter-se novamente à forma humana, para aguardar a morte no espaço. Idéia é refutada de imediato pelo anel, que tem como objetivo primário salvaguardar a vida de seu portador. Desta forma, ele impede que Hal volte a ser humano para morrer isolado no espaço, condenando-o a viver eternamente sozinho dentro do anel que sempre o protegeu.
Tentei-me colocar no lugar do Lanterna Verde e não consegui. Imaginar a existência eterna completamente só é impensável. Notar as horas transformarem-se em dias, semanas, meses, anos até que a noção de tempo deixe de existir na mente de Hal é cruel e desesperador. A sociabilidade é da natureza do ser humano e impedi-lo de conviver, tocar ou mesmo sentir a presença de outra pessoa é um destino muitas vezes pior que a morte.
Além do Flash e do Lanterna Verde, outros heróis merecem destaque nesta edição: o Gavião Negro e a Mulher-Gavião digladiam com o Homem dos Brinquedos e sua horda de Braniacs, e o Aquaman, que finalmente é encontrado, pelo menos parte dele...
Do lado da Legião do Mal, Luthor, Braniac e Grodd, os três pilares do plano para destruir a Liga, iniciam a segunda fase de seu ataque. Concentrando suas ações para todos os entes queridos (heróis ou não) dos membros da Liga da Justiça. Mas o dado interessante da participação destes três nesta edição é a clara insatisfação de Luthor com as atitudes de Braniac, que participa com aquele no ataque à Liga, mas possui desejos e objetivos próprios.
Neste ponto, texto e arte completam-se de uma forma única. Em apenas um quadro Ross demonstra toda a técnica realista e repleta de detalhes que o consagrou. Note a reação de Luthor e Grodd ao ouvir os comentários maliciosos de Braniac sobre a incompetência daquele em destruir a Liga da Justiça; enquanto Luthor demonstra uma insatisfação velada (contraindo levemente os músculos da face em direção aos olhos, sem, contudo, dirigir o olhar a Braniac), Grodd lança um olhar cínico para Luthor, esboçando um leve sorriso de deboche para aquele que até pouco tempo era o comandante das ações contra os heróis.
São esses pequenos detalhes contidos nas expressões das personagens, as quais a absoluta maioria dos artistas atuais não teria a capacidade de reproduzir, que enriquecem sobremaneira o indivíduo caracterizado, conferindo-lhe profundidade única. A perfeição da pintura realizada por Ross e Braithwaite tem reflexos também no texto de Krueger, pois este não necessita explicar o sentimento de revolta de Luthor, o que enfraqueceria o texto, tornando-o verborrágico.
Outra cena marcante na parte gráfica é a página dupla onde o Caçador de Marte e Zatanna adentram em uma espécie de laboratório (que mais parece um frigorífico) na procura por Aquaman. Novamente os detalhes impressionam: quadros com a câmera posta em um nível inferior para conferir a sensação de claustrofobia, o próprio laboratório reproduzido com aspecto asqueroso, sujo, resultando em um ambiente assustador, que poderia muito bem ter sido extraído de um filme de terror e os espécimes utilizados por Braniac em suas experiências insanas (observem o pequeno macaco de pêlos claros com uma incisão no lado direito de seu crânio, sua expressão de terror é indescritível).
Por fim, não poderia deixar de registrar a capa desta sétima edição. Mencionei no review anterior que a capa daquela HQ era a melhor até o momento. Bem, até o momento em que esta foi publicada. A luta entre o Gavião Negro, a Mulher-Gavião e o exército do Homem dos Brinquedos é incrível! Detalhe para o braço do Homem dos Brinquedos estendido como se suplicasse piedade ao Gavião Negro, enquanto este prepara o golpe fatal com seu machado e o braço decepado de um desafortunado clone do Braniac. Sem comentários!
Contando com vários interessantes ganchos para as próximas edições, o principal deles envolvendo o rapto do filho do Aquaman, Justiça entra em sua reta final com todo o gás, prometendo um desfecho eletrizante para esta série já clássica da Liga da Justiça.

Justiça #06

Superman e Capitão Marvel rumam em direção ao Sol para tentar destruir os vermes introduzidos na corrente sanguínea do Homem de Aço para controlar sua mente; Eléktron, ainda internado no hospital, recuperando-se do último atentado sofrido, tem seu derradeiro encontro com Giganta; Após escapar com vida do ataque surpresa no Museu, Carter e a Mulher-Gavião dirigem-se ao covil do Mestre dos Brinquedos em uma tentativa de descobrir sua participação na conspiração elaborada por Lex Luthor; E mais, Mulher-Maravilha, na batcaverna, tem que enfrentar Hera Venenosa e seu mais novo ajudante... Batman!
Ficou surpreso com a quantidade incrível de acontecimentos contidos em apenas 28 páginas de história? Isso não é tudo, deixei de mencionar fatos envolvendo Lanterna Verde, Lex Luthor, Coringa, Flash... são muitas as situações relevantes para o desenrolar desta maxissérie brilhantemente desenvolvida por Alex Ross e sua trupe.
O brilhantismo no desenvolvimento da história encontra-se exatamente em encaixar e permitir a fluidez da narrativa em meio a tantos fatos que, embora curtos (ocupando, por vezes, apenas uma página), têm sua relevância, merecendo tratamento criterioso. É fácil empurrar uma dezena de acontecimentos em uma HQ com intuito de vender a idéia de ser ela “dinâmica”. Porém, fazer com que a história transcorra sem sobressaltos, ligando as cenas apresentadas e trazendo coerência para todo o contexto requer muito planejamento, organização e precisão na escolha das palavras e desenhos de cada quadro.
Neste sexto número da série Justiça, somos presenteados com uma verdadeira aula de como escrever e desenhar uma HQ. Todos os acontecimentos são tratados de forma concisa, mas sem perder em momento algum sua profundidade.
Belo exemplo disso é o tratamento conferido ao Superman quando é levado pelo Capitão Marvel em direção ao Sol para “queimar” os vermes introduzidos em seu corpo. Mesmo tendo plena consciência de não estar com todos os seus poderes restabelecidos, Superman não hesita em pedir ao Capitão que o arremesse ao Sol, ficando, inclusive, irritado com a relutância desse em atender seu pedido.
Nesta edição acompanhamos um pouco mais do drama sofrido por Hal Jordan. Preso em um ponto desconhecido do universo, o Lanterna Verde se vê obrigado a transformar-se em impulsos eletrônicos, passando a viver no interior de seu anel, evitando, assim, que este fique sem carga. Com intuito de evitar o isolamento eterno, Hal tenta criar, por meio de seu anel, uma realidade própria, com prédios, música e pessoas. Entretanto, a realidade humana revela toda sua complexidade, tornando impossível sua reprodução “interior”. Desta forma, os homens têm a aparência de seres viventes, mas não agem como tais; suas ações são programadas, sem espontaneidade, sem falhas, sem vida... A perfeição caótica dos seres humanos é reconhecida por Braniac, o qual em determinado momento da história diz que “o caos que é a vida orgânica não pode ser calculado ou replicado com precisão”. Para azar do Lanterna Verde, Braniac não poderia estar mais certo.
Merece destaque, ainda, a luta entre Elektron e Giganta. Os dois possuem como característica a manipulação de seu tamanho, contudo, a utilizam de formas diversas. Enquanto Giganta amplia sua força física, aumentando de tamanho (em processo que deforma completamente seu rosto, tornando-a uma personagem assustadora), Eléktron reduz sua massa corpórea, atributo que apesar de diminuir sua força física, majora sua velocidade. E com inteligência e agilidade ele encontra o único ponto fraco aparente da vilã, atingindo-a com um golpe único, porém, suficiente para derrotá-la.
Já no que concerne o plano da vilania para destruir a Liga da Justiça, pela primeira vez nesta série é mostrado como Lex Luthor convenceu os demais vilões a “abraçar” sua causa. Também notamos que Luthor não executou o plano sozinho. Para recrutar seus aliados e convencer toda a população mundial de suas boas intenções precisou do auxílio de pelo menos dois outros comparsas (Braniac e Grodd).
O roteirista Jim Krueger demonstra grande habilidade em solucionar aos poucos os dramas sofridos por alguns dos membros da Liga, mantendo o suspense sobre o futuro de outros tantos (Flash ao final da edição está a ponto de morrer de exaustão e nem cogito perguntar o que ocorreu com Aquaman), além de levantar questionamentos interessantes a serem respondidos, como por exemplo: qual o motivo da criação de novas cidades para abrigar os humanos “curados” pelos “vilões”? Por que o Mestre dos Brinquedos está fabricando Braniacs em escala? A sede de saber essas respostas nos mantêm apreensivos com a chegada de cada novo número da série nas bancas.
Quanto à arte... bem, deixarei de comentá-la, pois sua perfeição irrita e quando fico nervoso não consigo escrever direito. Somente farei um registro sobre a capa desta edição (na minha opinião a melhor até o momento), é na reprodução minimalista de um ataque do Eléktron que a arte revela sua grandeza.
Mais uma edição inesquecível desta série que impressiona todas as vezes que é lida (somente para escrever este review li a revista inteira pelo menos quatro vezes, sem contar as ocasiões que revisitei pontos específicos para descrevê-lo). Seis revistas já foram, mais seis ainda estão por vir. Esta marcou a metade de um caminho delicioso de percorrer, mas que infelizmente anuncia o fim logo à frente.

Justiça #05

O resgate de Superman! Brainiac e Lex Luthor começam a próxima etapa de seu maléfico plano!
Em mais um capítulo da sensacional maxissérie, membros reservas da Liga da Justiça são convocados. O Homem-Elástico, pressentindo que algo está terrivelmente errado, também convoca Metamorfo e Zatanna, para descobrir o que aconteceu com os membros principais da Liga da Justiça. E o Caçador de Marte vence as ilusões do Gorila Grodd.
Voltando nossas atenções para o lado dos vilões, temos Brainiac e Lex Luthor em uma conversa nada amistosa, preparando a próxima etapa do plano. Enquanto isso, Superman, que estava praticamente morto pelas mãos de Bizarro, Solomon Grundy, Metallo e Parasita, vê sua salvação chegar como um raio, literalmente. É o Capitão Marvel, que em uma ação rápida e inteligente consegue resgatar o kriptoriano. Os outros heróis, vítimas de ataques surpresas na edição anterior, conseguem - cada qual ao seu modo - vencer seus adversários, com exceção de Hal Jordan (Lanterna Verde), Ray Palmer (Electron) e Barry Allen (Flash), que se encontram em situações delicadas.
Como se já não bastasse todos esses acontecimentos, o ponto forte da história ainda estava por vir. Após ser levado pelo Capitão Marvel para a Bat-Caverna, Superman descobre que Batman está sendo controlado por Lex Luthor e acerta um tremendo soco no Homem-Morcego. E para piorar a situação, Superman descobre que ele próprio está sendo controlado e faz um último pedido ao Capitão Marvel. E agora, conseguirá o campeão do Mago Shazam realizar esta árdua tarefa?
Bem, o roteiro de Jim Krueger está muito bem trabalhado nesta edição e mais mistérios são colocados na trama: temos a revelação feita pela Mulher-Leopardo da participação de deuses no plano de Lex Luthor, Batman e Superman sendo controlados mentalmente, o suposto controle mental de alguns vilões e as cidades em miniatura que os vilões prometeram dar a humanidade. Mas o que eu achei mais interessante na história foi a forma de como o roteirista Jim Krueger escreveu o resgate de Superman das garras dos vilões. A chegada do Capitão Marvel, que foi muito valorizado na história, utilizando-se de sua sabedoria para rapidamente vencer momentaneamente aqueles vilões foi incrível! E interessante também foi a chegada de Lex Luthor logo depois, “chamando a atenção” dos atordoados vilões.
Já a arte de Alex Ross dispensa comentários. As cenas de duas páginas da Bat-Caverna e do Superman socando Batman dariam bonitos pôsteres. Os visuais do Homem-Elástico e do Capitão Marvel ficaram ótimos na arte realista do desenhista.

Justiça #04

Lex Luthor, Hera Venenosa e Manta Negra oferecem sua ajuda à humanidade! Começam os ataques surpresas aos heróis! Um kriptoniano em apuros!
Em mais um capítulo desta sensacional maxissérie, magistralmente desenhada por Alex Ross e escrita por Jim Krueger, os vilões Lex Luthor, Hera Venenosa e Manta Negra aparecem na forma de um holograma para a população mundial e lhes oferecem ajuda. Enquanto isso os demais vilões partem em busca de seus alvos: diversos heróis em suas identidades civis.
Bizarro invade o apartamento de Clark Kent (Superman) e coloca o herói em uma situação delicada, tendo que enfrentar o Parasita, Metallo e Solomon Grundy, além dele próprio. Hal Jordan (Lanterna Verde) é sugado por um Tubo de Explosão criado por Sinestro. Oliver Queen e Dinah Lance (Arqueiro Verde e Canário Negro, respectivamente) são atacados em seu apartamento pelos assustadores Espantalho e Cara-de-Barro. Mulher-Maravilha é subitamente atacada pela Mulher-Leopardo, durante uma convenção. Gavião Negro (Carter Hall) e Mulher-Gavião (Kendra Saunders) são atacados pelo Mestre dos Brinquedos. Electron (Ray Palmer) é baleado por Giganta. Flash (Barry Allen), vítima de um plano do Sr. Frio, tem sérios problemas com sua Força de Aceleração. E agora, a humanidade acreditará nas palavras dos vilões? Como nossos heróis irão se safar dos ataques surpresas? E quem irá salvar Superman?
O roteiro de Jim Krueger, que também conta com a participação de Alex Ross, é sensacional. O momento em que Lex Luthor e os demais vilões fazem seu discurso para a população mundial foi tão bem escrito que a impressão que se tem é que os heróis são mesmos os vilões da história, se analisarmos palavra por palavra do discurso. É mais ou menos como se Lex Luthor, Hera Venenosa e Manta Negra fossem advogados e estivessem fazendo sua defesa.
Interessante também são as cenas em que os heróis são atacados de surpresa, em suas identidades civis. A idéia de atacar os membros da Liga da Justiça de surpresa dita o ritmo da história. O que mais vem me chamando atenção nessa maxissérie é que apesar dela estar repleta de heróis e vilões, cada um deles tem seu destaque na trama.
A arte de Alex Ross, o melhor desenhista dos quadrinhos em minha humilde opinião, continua a surpreender. As cenas em que Superman é espancado por quatro vilões são espetaculares, no bom sentido, é claro. Mas o que eu estou gostando mesmo nos desenhos é o visual dos vilões, que traz em minhas lembranças a famosa Legião do Mal, do saudoso desenho dos Superamigos.
Esta maxissérie, além de ser uma grande homenagem ao desenho, merece ser lida várias vezes por qualquer fã da Liga da Justiça.
Melhor Frase: “O que o Superman tem a dizer sobre a fome? Que as coisas hão de melhorar se os pobres trabalharem um pouco mais? Ora, não é o caso”.Lex Luthor.

Justiça #03

A trama de Justiça está cada vez mais inebriante. Já começa com os dois pés no peito do leitor, que, já no primeiro quadrinho vê Brainiac com a postura Dr. Frankestein pronto para lobotimizar o pobre Aquaman. Ver o andróide verde com um avental todo cheio de sangue é uma visão e tanto.
Depois, corta para a busca por ele. Dessa vez é o Caçador de Marte que parte atrás do soberano das águas. Interessante é o pensamento de J'onn J'onzz sobre os motivos pelos quais ele foi escolhido para procurar por Arthur: "Batman sugeriu que eu procurasse o rei da Atlântida abaixo da superfície do mar. Dizer o óbvio não é o que faz de Batman um gênio. Ele conhece minha fisiologia singular. Sabe que não posso ser queimado lá". Ou seja, os heróis estão com medo do que pode surgir. Ao mesmo tempo, como parte do plano de Lex Luthor, os vilões estão sendo tratados como heróis pela imprensa, já que curam doenças, dão água aos sedentos e árvores aos desertos. O importante aqui é a mentalidade das pessoas normais, que é abalada com o questionamento: "por que os heróis nunca fizeram isso?". Outra parte divertida neste momento é ver os desenhos que mostram vários dos heróis escutando as declarações da imprensa. Entre eles o Oliver Queen, Ray Palmer e Billy Batson.
Mais tarde vemos o Caçador de Marte preso numa armadilha maquiavélica do Gorila Grodd, e a Mulher-Leopardo pronta para estragar a festa da Mulher-Maravilha. No final da história, o pior acontece. Como eles resolverão o problema? Acho que só na próxima edição. Ou nas outras 9 restantes.
Como já falei no review anterior, é complicado ler a mini Justiça e depois ter paciência para ler outras séries. A trama de Roos e Krueger é, além de fascinante, muito acima de todas as outras. Sensacional seria uma palavra pífia. Os caras conseguem manter a adrenalina a mil o tempo todo, além de levar o leitor a pensar. Os caras escarafuncham toda a cronologia DC, adaptam para um mundo mais real e realmente colocam tridimensionalidade nos personagens. Em todos eles. Maravilhoso.
Quanto aos desenhos de Braithwaite e Ross, pouco pode-se dizer. Estonteantes como sempre. Nesta edição uma coisa que salta aos olhos é a expressão de Brainiac. Além de parecer o doutor Frankestein, ele também demonstra uma frieza que só com os desenhos consegue-se perceber. A última página (dupla) que mostra apenas detalhes de alguns vilões também é de cair o queixo. Principalmente porque os artistas pegam as características mais marcantes dos personagens e transferem para o desenho.
Enfim, imperdível...

Justiça #02

Quais as motivações de um personagem como o Charada? Para que ele serve? Aliás, qual a motivação de qualquer personagem? O que torna um personagem realmente multidimensional é, além da sua personalidade, as suas motivações. E, para mostrar as reais motivações e sentimentos de um personagem, ninguém melhor que o Sr. Alex Ross. O cara é soberbo nesta arte. Acho que essa é a primeira vez que leio algo realmente interessante sobre o Charada.
O personagem nunca teve o devido interesse por parte dos roteiristas mais novos, nunca foi explorado em uma saga de grande expressão (se alguém lembrar de uma, por favor avise) e nem é comumente visto nas páginas dos gibis do morcegão. Mas aqui a coisa muda de figura. Por que o Charada age do jeito que age? Por que a compulsão pelas pistas que, invariavelmente, estão certas? Alex Ross e Jim Krueger nos respondem essa questão.
A história começa já com Charada tentando invadir a Batcaverna. Qual o lugar para invadir o melhor computador do mundo? O segundo melhor computador do mundo, ou seja, o das Indústrias Wayne. A idéia do malucão com ponto de interrogação no peito é descobrir tudo sobre a Liga da Justiça e, de quebra, a identidade do Batman. Obviamente Batman o cerca, mas o vilão consegue fugir, e então tem-se a caçada entre Batman e Charada.
A parte mais divertida da caçada é ver o Charada tentar se esconder em uma balada chamada "Batcaverna" onde, obviamente, todos são fãs do Morcego, e depois no cemitério de Gotham. Ótima caçada e ótimas cenas de luta, obviamente.
Ao mesmo tempo, os heróis descobrem que os vilões resolveram ser bonzinhos, começando pelo Espantalho, que agora tem a cura para paralisia e para a consolidação de ossos quebrados, virando um tipo de messias. Outro messias, como descobre o Flash, é o Sr. Frio, que transformou um deserto em um oásis. Como disse um habitante do local: "Este homem é um santo". E Hera Venenosa não fica atrás, fazendo florescer flores e frutos em comunidades carentes.
Por fim, vemos a enrascada que Aquaman se meteu depois da briga com o Arraia Negra. E dá-lhe mais vilões para os heróis combaterem. E aparentemente a vitórias será muito difícil. Nas duas últimas páginas temos, como de praxe, os arquivos particulares de Bruce Wayne no Batcomputador.
É difícil descrever o quão melhor Justiça é em comparação aos atuais gibis, às atuais tramas. É complicado e, aconselho, não leia outra revista depois de Justiça. Pelo menos não no mesmo dia. A coisa é complicada. Alex Ross é mestre. Além disso, os desenhos dele e de Doug Braithwaite são sem comentários. É um deleite para os olhos. Dá vontade de voltar a ser analfabeto (ei, você também já foi analfabeto até os 6 anos!!) só para ficar vendo as imagens. Primoroso...

Justiça #01

A mini começa com a Liga da Justiça tentando salvar o mundo. E falhando. Todos os heróis falham. Superman, Batman, Flash, Lanterna Verde... Todos inclementemente derrotados e incapazes de salvar a população que depositou neles suas maiores esperanças.
As cenas de devastação são incríveis. Superman, pra variar, salvando a Lois Lane e jurando que "tudo vai dar certo". O Flash chorando por não ter sido tão rápido, a morte de Ajax... E tudo isso é um sonho. Um sonho dos vilões. Como todos sonharam a mesma coisa, deve significar alguma coisa.
Pela primeira vez a Legião do Mal tem um bom motivo para acabar com os heróis. Para Lex Luthor (Adivinha se ele não mandaria no grupo...) a confiança nos heróis vai destruir a humanidade, que não estará preparada para combater as ameaças que pairam sobre ela. Qual a solução? Acabar com os heróis e deixar a humanidade se equilibrar sobre suas próprias pernas.
Para mim essa premissa é genial. Será que o mundo precisa de heróis? As pessoas não teriam ficado muito dependente dessas criaturas extraterrestres e humanos fantásticos? Qual a função dos heróis? Salvar a humanidade ou conduzi-la à anomia?
A primeira das brigas, então, é do Aquaman com o Arraia Negra. Muito bacana a história, mostrando um Aquaman família e soberano de um reino que precisa proteger. E o Arraia Negra tem novos poderes. Um inimigo à altura.
Os desenhos desta mini são todos divididos entre Ross e Braithwaite, e você percebe isso claramente em alguns quadrinhos. Não é exatamente um problema, e sim muito mais um estilo, porém os desenhos combinados dos dois são bem menos realistas que os de Ross sozinho. Mesmo assim, continuam soberbos, com o selo de garantia Alex Ross. Para isso, basta ver a cara do Aquaman se despedindo da esposa antes da batalha. Primoroso.
Como bônus desta edição, três fichas de personagens, extraídas diretamente dos arquivos do Batcomputador, narrando a "vida e a obra" de Aquaman, Arraia Negra e Lex Luthor. Cada uma das fichas devidamente acompanhadas por sketches do próprio Ross. Não sei se essas fichas vinham com a série oficial, mas eu achei muito bacana, principalmente porque quem narra as fichas é Bruce Wayne: "Como eu, Luthor herdou uma vasta fortuna...".
Enfim, uma grande edição de estréia, sendo que a única parte ruim mesmo é saber que levará um ano até seu término. (e que, ao final, haverá uma edição encadernada que eu comprarei também).

Justiça - A Série

Justiça é um grande projeto do multi-premiado e multi-imitado Alex Ross, o cara que na década de 90 insurgiu-se contra os Jim Lees e os Rob Liefields da vida e decidiu fazer quadrinhos com desenhos ultrarealistas, baseados em fotos com modelos.
Os anos desde Marvels e Kingdom Come (N.E.: Reino do Amanhã) se passaram, e já há algum tempo (vide Terra X) Ross decidiu ser mais do que apenas um desenhista megatalentoso. Agora ele também faz as histórias.
Justiça, dividida em 12 partes mensais trás ao mundo contemporâneo a velha e divertidíssima Legião do Mal, do nosso companheiro de Xou da Xuxa, os Superamigos. A parte bacana, é que Ross e Jim Krueger realmente modernizam o conceito de "vamos acabar com esses super-heróis e dominar o mundo".

Semana 3 - Nova Ordem Mundial

O corpo de um homem semelhante a Lex luthor é encontrado em um beco de Gotham City; Poderosa persegue um vilão de segunda conhecido como Terraman, mas é impedida de capturá-lo por Adão Negro que não admite que ninguém viole o espaço físico de seus domínios, mandando mais tarde um ameaçador aviso para a população e principalmente aos vilões; e Gladiador Dourado conquista cada vez mais o amor do público, e chega mais perto de seu real objetivo, mas infelizmente para ele, as coisas não serão tão fáceis.
Cada vez mais, vão surgindo situações inusitadas, como é o caso deste corpo com feições semelhantes à de Lex Luthor; mas não é o vilão que jaz morto, pois, ele aparece pessoalmente para elucidar tal mistério, explicando que não se trata dele, e sim de um sósia, (quem leu Crise Infinita sabe de quem se trata) exonerando-o desta forma, de crimes recentes.
Adão Negro se mostra um homem honrado à sua maneira, e extremamente cruel com quem desrespeita sua autoridade, punindo com a morte quem comete tal ofensa. Seu ideal de justiça é polêmico e distorcido, e trará muitas conseqüências para todo o Universo DC. Neste ínterim, Sr. Cérebro entra na forma de casulo, dentro de sua prisão de vidro, vamos esperar para ver no que resultará tal mutação.

Semana 4 - Dança com Monstros

Renee Montoya têm sua primeira missão incumbida pelo Questão, e acaba tendo de enfrentar um dos mais perigosos e mortíferos inimigos do Batman, ao lado do herói sem face; Gladiador Dourado tem uma discussão com sua ex-companheira da Liga de Justiça, Fogo; Jeromy Irons (Aço) começa a ter alucinações com seu alter-ego, e descobre ter sido infectado com algum tipo de vírus que causa mutação em seu organismo; o Homem Elástico busca respostas para esclarecer o novo mistério que ronda sua vida mergulhando nas águas do Rio Memon; e um grupo com a ajuda de Halo (ex-membro dos Renegados) tenta localizar os heróis desaparecidos durante a Crise Infinita.
Aos poucos novas situações vão surgindo e as vidas dos personagens vão tomando rumos diferentes. Já fica perceptível, mesmo que de forma implícita, o que o Questão está querendo com Renee Montoya. A crítica situação de John Irons é intrigante, pois, o que aconteceu para que ele ficasse assim de repente? Seria algo relacionado à necropsia que ele fez no corpo do sósia de Luthor? E esses problemas que ele vem enfrentando com sua sobrinha terão conseqüências no futuro? Como dá para perceber muitas coisas significativas ainda irão acontecer na vida do herói.
Gladiador Dourado, um dos mais queridos personagens da editora, se mostra cada dia mais mesquinho e egoísta, graças ao seu grande desejo por fama e fortuna, o que começa desde já a gerar uma certa antipatia pelo personagem. Fogo (Beatriz Bonilla da Costa) ainda não aparece como membro do Xeque-Mate, sua entrada no grupo com certeza será mostrada futuramente, bem como a de Alan Scott (o Lanterna Verde original) que já aparece ferido no olho esquerdo.
Mesmo que nestas quatro primeiras edições (que equivalem a um mês do ano perdido do Universo DC) pouca coisa realmente significativa tenha acontecido, claramente percebe-se o intuito da maxi-série, focar as atenções aos personagens secundários da editora, e trazer de volta muitos personagens outrora esquecidos, bem como, trazer grandes mudanças, e claro, atrair novos leitores.
Os esboços de Keith Giffen aliados à magnífica arte do brasileiro Joe Bennett, mais as cores de Alex Sinclair (colorista oficial de Jim Lee), transformam cada página da série em um espetáculo visual, tudo isso, graças à uma arte detalhista, composta por cores fortes. Como não poderia deixar de mencionar, as capas de J. G. Jones são outro espetáculo à parte, que enriquecem ainda mais a obra.
Revolucionária e inovadora, também, pela forma como foi publicada nos EUA (semanalmente e em 52 edições), e com um time de escritores aclamados, 52 se mostra como uma das melhores publicações feitas atualmente pela indústria dos quadrinhos.
A Panini está de parabéns pelo modo que optou em lançar a série no Brasil, até porque ficaria inviável seu lançamento de forma semanal, desta forma, ela evita custos demasiados no bolso do leitor. Tal ato por parte da Editora demonstra que ela realmente se preocupa com o leitor, e sempre opta pela melhor forma para que a aquisição de suas obras.

Semana 5 - Estrelas e Suas Trajetórias

Os heróis envolvidos no conflito espacial voltam para a Terra (e com muitas mazelas de guerra) com exceção de apenas três que ainda continuam desaparecidos: Homem-Animal, Estelar e Adam Strange, que foram parar em um planeta paradisíaco. Lex Luthor, declara para o público que conseguiu sintetizar uma variante do metagene humano, e agora quem quiser poderá adquirir superpoderes e se tornar super-herói; e Renee Montoya tem uma conversa com a Capitã Maggie sobre o incidente acontecido nas docas.
A Crise Infinita deixou muitas seqüelas no Universo DC e aos poucos elas vão aparecendo. Agora já podemos descobrir o que realmente aconteceu a Alan Scott, causando a sua deformidade, dentre as várias tragédias ocorridas com os heróis envolvidos no conflito da Galáxia Zeta. A DC sempre opta por infligir tragédias de cunho físico a seus personagens, uma característica quase que única da editora, ao contrário de sua principal concorrente que geralmente impõe mudanças drásticas na vida de seus personagens.
Lex Luthor se mostra mais ardiloso que antes, conforme veremos no desenrolar das próximas semanas, e Renee Montoya, ainda com os ferimentos sofridos da missão incumbida pelo Questão, participa como coadjuvante da trama nesta semana, algo que já começará a mudar no decorrer das próximas.
O destaque desta semana irá para a esposa do Homem-Animal, que ao saber do paradeiro desconhecido do herói, mostra-se totalmente impassível, como se já estivesse acostumada com as atitudes excêntricas de seu marido. Coube a Grant Morrison escrever tal parte.

Semana 6 - Síndrome da China

O Gladiador Dourado arma uma farsa para ficar ainda mais famoso como herói e se consolidar de vez na opinião pública como o novo defensor de Metrópolis; Adão Negro forma uma coalizão de países para impedir a dominação global de heróis norte-americanos e o Gladiador Dourado descobre que Rip Hunter encontrou uma falha no tempo.
Adão Negro realmente se ergue como um grande vilão e não mais como um mero vilãozinho de segunda, como costumávamos vê-lo. Tirano, manipulador e sanguinário, ele se revela um soberano megalomaníaco assim como Ra’s Al Ghul e algumas figuras históricas, é uma pena que o combate entre ele e os Lanternas Verdes não tenha se prolongado.
A invasão do Gladiador Dourado ao laboratório de Rip Hunter revela um pouco dos eventos que estão para acontecer e gera mais enigmas, principalmente sobre a referida culpa do Gladiador nos eventos que irão acontecer.
Percebe-se uma clara homenagem ao Homem de Ferro na história, uma vez que a armadura do farsante, amigo do Gladiador Dourado, têm muitas partes semelhantes à do Vingador Dourado.

Semana 7 - O Fundo do Poço

Estelar, Homem-Animal e Adam Strange, se desentendem no planeta em que se encontram e a suspeita do Homem-Animal se torna realidade. Renee Montoya segue uma pista que a leva ao encontro de uma pessoa muito importante de seu passado; Ralph Dibny confronta o Gladiador Dourado, que tem sua farsa descoberta.
A situação dos três heróis desaparecidos é cômica e um pouco intrigante, pois pouco ainda dá para saber ou supor sobre o que irá acontecer aos mesmos nesta metáfora do Paraíso de Adão e Eva. Teremos de aguardar um pouco mais ainda para saber.
Surge uma nova personagem (ou antiga?), Kate Kane, uma socialite que teve um caso no passado com a agora ex-policial Renee Montoya, cujas empresas da família são suspeitas do incidente ocorrido nas docas. Só poderei entrar em detalhes sobre esta personagem mais para frente, mas desde já ressalto que ela terá grande importância no Universo DC daqui para frente.
A explicação dada pelo Gladiador Dourado, quando indagado pelo herói de não haver previsto a morte de sua esposa, é muito interessante. Desde já dá para perceber que a DC está tentando fechar todas as lacunas possíveis dos eventos significativos ocorridos recentemente.
Bom, quanto ao Gladiador, o personagem está se tornando cada dia mais intragável e sua derrocada já era previsível, mas acredito que ninguém esperava que fosse tão cedo.

Semana 8 - Ladrão

Ralph Dibny vai à Star City em busca de respostas sobre o misterioso Culto de Conner e encontra Oliver Queen, o Arqueiro Verde; a verdade sobre a mutação de John Irons é enfim revelada, enquanto sua sobrinha, em um ato de rebeldia, resolve fazer parte da experiência de Lex Luthor; os três heróis perdidos são capturados por uma gigantesca criatura; e surge um novo herói em Metrópolis.
Cada dia mais surge situações inesperadas e intrigantes, como é o caso desta obscura seita que se intitula Culto de Conner e acredita na ressurreição do herói morto Superboy. Até aí tudo bem, se o Superman ressuscitou, porque ele não poderia, afinal ele é um ser superpoderoso também, mas que relação existe entre a possível ressurreição do herói e esposa morta do Homem Elástico?
Arqueiro Verde se mostra preocupado com sua cidade e os problemas sociais por ela enfrentados, talvez seja este o início da sua carreira política rumo ao controle de sua cidade.
Lex Luthor está ainda mais perigoso, ele está contente do Superman ter desaparecido e resolve criar seus próprios super-heróis, (para assim afrontar o herói desaparecido e ter o controle da cidade de Metópolis de vez), bem como se vingar dos demais, e Aço é a sua primeira vítima, sendo atacado de forma dupla. Já era de se supor que a misteriosa mutação do herói era obra do famigerado vilão, pois tais sintomas começaram depois da autópsia no corpo do sósia dele. Agora ele pretende destruir de vez o herói, se aproveitando do ato inconseqüente de Natasha Irons.
Pouco ainda se sabe sobre o novo e misterioso herói que surgiu, mas, suas aparições já despertaram a curiosidade do Gladiador Dourado e de Clark Kent, que com certeza investigará mais a fundo este novo defensor de sua cidade.
Ressalto aqui mais uma característica distinta da DC em relação à sua principal concorrente, enquanto o Universo Marvel está preocupado com os atos gerados pelos seus superseres, criando uma lei de controle, que gera uma Guerra Civil entre os heróis, o Universo DC permite à população buscar ser um super-herói, como se fosse uma carreira qualquer, seguida pelo cidadão comum, e com o devido aval do governo. Sendo assim, fica totalmente comprovado que não existe editora melhor que a outra, pois seus conceitos e idéias são muitos distintos para serem comparados e sequer julgados.
Desta forma, fecha-se o segundo mês do ano perdido da DC Comics, novas situações surgem e mais e mais enigmas aparecem. Os escritores preferiram ir devagar nas tramas, elaborando o roteiro como se fosse uma novela, para aos poucos se desenrolar, criando desta forma uma das obras mais complexas da atualidade, misturando ficção com temas do cotidiano.
Neste mês houve uma variação grande de artistas no título, cada semana foi desenhada por um artista diferente, que por incrível que pareça, devem seguir um padrão único nos desenhos, pois não dá para perceber a diferença na arte dos mesmos. Todos seguem o estilo detalhista, e criam plots que são obras de arte ricas em detalhes que ficam ainda mais acentuados graças às cores fortes de Alex Sinclair.

Semana 9 - Sonho Americano

John Irons ataca furiosamente Lex Luthor em um evento social tentando descobrir o paradeiro de sua sobrinha Natasha, que sucumbiu ao desejo de poder e se submeteu à experiência que concede poderes criada pelo vilão; Adam Strange, Homem-Animal e Estelar conseguem escapar da misteriosa criatura que os capturou; o Questão revela sua verdadeira identidade a Renee Montoya; e também, quem está por trás do incidente ocorrido nas docas. Enquanto isso, uma misteriosa figura os espreita das sombras.
À medida que vai se desenrolando, a série vai melhorando e a cada semana os leitores são surpreendidos com acontecimentos totalmente imprevisíveis e inimagináveis, como é o caso dos acontecimentos desta nona semana, onde vemos um John Irons totalmente fora de si, buscando vingança contra Lex Luthor e sendo forçado a enfrentar sua sobrinha em uma sanguinolenta e comovente batalha, onde podemos ver a expressão de tristeza estampada nos olhos do herói, não pela tragédia que o acomete, mas sim pela culpa que sente por sua sobrinha ter ido para o lado do vilão.
Os escritores usam essa busca de poder concedida por Lex Luthor como uma metáfora à todo tipo de reality shows, onde se busca principalmente a fama, sem medir as conseqüências de seus atos, passando por cima de princípios morais e éticos, não importando quem será prejudicado por tais atos.
Devilance, a criatura que capturou os heróis perdidos no espaço é uma clara homenagem ao Galactus da Marvel, tanto em altura como em seus trajes. Acredito que os escritores o criaram desta forma mais como uma brincadeira para com a editora rival do que como uma afronta.
A dupla Renee Montoya e Questão continua sendo um dos pontos fortes da série, não só pela química que possuem, ainda que de forma ímpar, como também pelo fato de proporcionarem as mais inusitadas situações no contexto da trama. Destaque para a menção da candidatura de Oliver Queen à Prefeitura de Star City.
Sobre a arte, não há muito o que comentar, apenas, que ela continua excelente e bem detalhista. Uma ressalva, o responsável pelas cores aqui nesta nona semana não é Alex Sinclair, (o colorista oficial de Jim Lee) e sim David Baron, que já trabalhou no título The Authority ao lado de Mark Millar.

Semana 10 - Parem as Rotativas

Clark Kent encontra uma maneira inusitada e perigosa para conseguir uma entrevista com o novo herói de Metrópolis, para desta forma não perder o seu emprego; Adão Negro se reúne com vários meta-humanos e forma a sua pretendida coalizão; um irritado Gladiador Dourado discute com seu fiel escudeiro Skeets sobre as falhas nos arquivos de registro histórico, enquanto sofre uma derrocada em seu padrão social; e o casulo de Sr. Cérebro é encontrado vazio.
Da Trindade de heróis, Superman é o único que apareceu até agora, neste ano perdido da DC Comics, até porque ele está vivendo como um homem comum pelo fato de ter perdido seus poderes em Crise Infinita #07. Quanto a Batman e Mulher-Maravilha, sequer ainda foi mostrado o paradeiro de ambos, uma vez que os roteiristas estão preferindo ir com calma e dando preferência em concentrar as tramas nos personagens secundários. Até mesmo Clark Kent tem aparecido como coadjuvante de forma breve em momentos significativos.
Sobre o novo Defensor de Metrópolis, Supernova, pouco ainda se sabe, percebe-se, entretanto, que ele é muito poderoso, mas quem é ele de fato e se tem ligação ou não com Lex Luthor, e com a experiência do vilão que concede superpoderes à pessoas comuns, parece que ainda é cedo para sabermos, pois provavelmente os escritores levarão este mistério adiante por algum tempo.
Esta semana é a única com um tipo de arte mais “simples” se comparada com as demais, mas nada que comprometa a história. A arte do aluno de Klaus Janson, Chris Batista, é muito detalhista, mas seu estilo de desenhar personagens é bem simplório se comparado com o dos demais artistas da série. Sua arte ganha um bom destaque graças às cores fortes presentes que já se tornaram uma característica marcante da série.
Adão Negro se mostra um homem honrado e cavalheiro, mas será que uma mulher pode mudar o seu jeito de agir e pensar? E está ele totalmente errado no modo de agir? Durante as próximas semanas mudanças significativas ocorrerão na vida do personagem.
Mais mistérios surgem com a descoberta do casulo vazio do Sr. Cérebro, afinal nós vimos ele abandonado à própria sorte após o seqüestro de Dr. Silvana alguns meses atrás e nada sabemos dele desde então, assim como do paradeiro do cientista.

Semana 11 - Batwoman

Ralph Dibny têm uma surpreendente descoberta sobre o Culto Conner; investigando as Ações da Intergangue, o Questão e Renne Montoya são emboscados por asseclas de Ra’s Al Ghul, mas são salvos pela mais nova vigilante de Gotham City.
Até agora, de todas as semanas já mostradas, esta é a melhor. Não só por ser a primeira aparição da Batwoman em ação (digo, em ação! Afinal, ela já havia aparecido na última página de Crise Infinita #07 e na última página da Semana 09) depois de Crise nas Infinitas Terras, mas também pelos magníficos diálogos e situações que surgem. Na conversa entre o Questão e Montoya, ficamos sabendo dentre outras coisas que algo muito ruim aconteceu a ela e a Kate Kane no passado, que com certeza deve ter algo a ver com a origem da super-heroína.
Ao contrário do que possa parecer, a Batwoman não é uma personagem nova, ela foi criada há mais de cinqüenta anos, mais especificamente no ano de 1956, pelo lendário Bob Kane, para contrariar as insinuações de homossexualidade em torno da Dupla Dinâmica levantadas por Fredric Wertham, uma vez que a personagem serviria como interesse romântico para Batman. Desde então a personagem começou a aparecer esporadicamente nas histórias da Dupla Dinâmica, até que no final dos anos 70 foi assassinada pelo Tigre de Bronze, integrante da Liga dos Assassinos.
Após Crise nas Infinitas Terras algumas coisas foram mudadas. Foi considerado que Katy Kane existiu, mas Batwoman não, ainda que seu assassinato tenha sido considerado. Agora, depois de Crise Infinita, algo deve ter sido mudado, então devemos aguardar por respostas, afinal pouco se sabe sobre esta nova Batwoman além do que foi mostrado até agora. Vale ressaltar que o nome de Kate Kane é mencionado por Alfred como um dos affairs de Bruce Wayne em Batman #58 (setembro de 2007) no arco escrito por Grant Morrisson, intitulado: “Batman & Filho”. O uniforme desta nova Batwoman é inspirado no usado por Terry McGinnis, da série animada Batman do Futuro, adaptando desta forma a Batwoman para o Século XXI, pois o uniforme original da Batwoman era um tanto desarmônico com as cores azul e amarelo.
Os dois mutantes, Whisper A’Daire e Kyle Abbot, aliados de Ra’s Al Ghul, já apareceram em histórias do Batman antes e fizeram seu debut em Detective Comics #743 de abril de 2000 - no Brasil em Batman #13, série Premium, Editora Abril, agosto de 2001.
O Culto Conner realmente se mostra a cada dia mais instigante e a última página desta 11ª semana é capaz de causar um frio na espinha de qualquer leitor, dada à tamanha tensão e expectativa que ela causa.
A arte feita pelos três artistas é muito boa e, assim como as demais presentes no título, segue o estilo detalhista, cria plots que são verdadeiras obras de arte e sabem realçar muito bem a beleza das personagens, com o destaque total fica a personagem Betty Kane, que possui corpo e curvas das brasileiras, que com certeza serviram de inspiração para os desenhistas na hora de criar a personagem. Curiosamente esta história não possui título.

Semana 12 - Poderosa

Adão Negro traz de volta uma antiga deusa ao mesmo tempo em que encontra uma aliada e uma nova amada; Ralph Dibny interroga a Moça-Maravilha e descobre o motivo de estarem tentando ressuscitar sua esposa falecida; e um novo rumo para as aventuras de Questão e Montoya.
Adão Negro que no início parecia mais um tirano, agora se mostra um homem honrado que luta pelo que acha certo. É difícil julgá-lo, pois ele pertence a uma cultura diferente da ocidental e seu modo de agir é condizente com a cultura a qual pertence, onde predomina o Código de Hamurabi. Uma coisa é certa, o personagem cresce a cada dia mais, se tornando interessante e carismático dentro do contexto apresentado.
O Capitão Marvel, que aparece pela primeira vez depois de Crise Infinita, agora ocupa o lugar que outrora era do Mago SHAZAM e está passando por grande dificuldade mental para lidar com suas novas obrigações. Ísis, a deusa egípcia agora personificada pela personagem Adrianna Tomaz (cuja primeira aparição foi na Semana 03) já apareceu no seriado de televisão dos anos 70 do Capitão Marvel, se chamava Andréa Thomaz e foi personificada pela atriz Joanna Cameron, que por coincidência também trabalhou no seriado do Homem-Aranha dos anos 70.
Ralph Dibny se entrega ao desejo e à oportunidade oferecida pelo Culto Conner. O sempre racional super-herói sucumbe ao maior dos sentimentos humanos na ânsia de ter sua amada de volta e ser feliz novamente.
Nesta semana, temos a arte do brasileiro Eddy Barrows, que já pode ser considerado um dos melhores artistas da atualidade. Sua arte é magnífica e muito bem detalhada. Destaque para as sempre magníficas capas feitas por J.G Jones.
52 é uma série muito complexa e mexe muito com o temas obsessão e poder nas suas mais variadas formas. Com certeza é uma das melhores publicações da atualidade.
Desta forma, fecha-se o terceiro mês do ano perdido da DC Comics.

Semana 13 - Palheiro

Ralph Dibny convoca Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Metamorfo e Zauriel para participarem da cerimônia de ressurreição de Sue Dibny feita pelo Culto de Conner; Adão Negro e Ísis libertam várias crianças da escravidão no Sudeste da Ásia.
Fé, poder, esperança, amor e loucura se misturam nesta surpreendente 13ª semana do ano perdido do Universo DC, onde os escritores sabiamente usaram os personagens envolvidos com morte, ressurreição e misticismo (faltando nesta lista apenas o Superman que está impossibilitado de agir) para mostrar até que ponto o ser humano pode chegar ao não aceitar o curso natural da vida (mesmo que às vezes este ocorra de forma trágica) e ao mesmo tempo criticar, ainda que de forma velada, a política atual da indústria das histórias em quadrinhos.
A morte faz parte da vida de todo ser vivo, é o ciclo natural da vida e desde os primórdios da humanidade o homem busca formas de evitá-la, bem como de revertê-la, sendo que tais buscas fizeram com que surgissem os mais diversos tipos de crenças e cultos.
Nos quadrinhos, a morte não é uma coisa absoluta, afinal quantos personagens morreram e voltaram ao longo dos anos? Por isso é que a dúvida presente em Ralph Dibny é mais do que pertinente, afinal, se vários de seus amigos morreram e retornaram, por que não poderia acontecer o mesmo com sua esposa?
Os escritores resolveram pegar este conceito usado de forma tão trivial nos quadrinhos atualmente e criaram esta magnífica história, que de certa forma é um “soco no estômago” na indústria dos quadrinhos atual, que mata e ressuscita personagem ao bel prazer, deixando muitas vezes o leitor com cara de trouxa (alguém se aí se lembrou de Jason Todd?) com tamanha falta de criatividade.
Sobre o espantoso desfecho da história, devemos esperar para ver o que irá acontecer daqui para frente, pois será que o que aconteceu é mesmo verdade ou apenas mais uma alucinação do perturbado Ralph Dibny?
Adão Negro cresce mais a cada dia como personagem e o diálogo protagonizado entre ele e Ísis sobre esperança mostra isso. O personagem com certeza já pode ser considerado um dos melhores das hqs da atualidade.

Semana 14 - Sangue e Areia

O Questão e Renee Montoya chegam à Kahndaq para investigar as ações da Intergangue, mas acabam sendo capturados pelas autoridades locais; Aço (John Irons) tem uma conversa com a doutora Tara e Will Magnus tenta recriar os Homens Metálicos.
O foco principal desta 14ª semana é a dupla Questão e Renee Montoya, os demais participam como coadjuvantes. É interessante ver as coisas pelos dois lados da moeda, como é o caso dos americanos verem Adão Negro como um tirano cruel e sanguinário que governa seu país como um deus (comentário de Renee Montoya), enquanto sabemos que o personagem não é isso, é apenas um homem que procura o bem estar para seu povo e segue as tradições e as leis do país que governa.
A conversa de John Irons com a doutora Tara não mostra nada de revelador em relação à angústia do personagem que está sofrendo mais por causa da escolha que a sobrinha fez do que pelo seu estado aflitivo.
Sobre os Homens Metálicos, devemos aguardar um pouco mais para saber o que irá acontecer.
Curiosamente temos a oportunidade de ver no passaporte de Renee Montoya sua data de nascimento, coisa um pouco incomum de se ver nas histórias em quadrinhos que preferem sempre ocultar este tipo de informação.

Semana 15 - Desdouro

Gladiador Dourado acessa o banco de dados de Skeets e vê sua nova chance de provar para as pessoas que é um herói de verdade enfrentando um monstro no centro de Metrópolis, mas as coisas não saem como o planejado e aparentemente ele paga um preço muito alto por sua coragem; o Questão e Renne Montoya sofrem abusos na prisão de Kahndaq.
Considero esta a semana mais fraca de todas até agora, não pelas cenas de ação e pelos bem construídos diálogos, e sim pelo desperdício de personagens e o uso de situações extremamente clichês na trama.
Francamente, às vezes eu gostaria de saber o que passa na cabeça dos escritores ao criar uma trama como esta, sem pé nem cabeça, inserindo um monstro no centro de Metópolis do nada, segurando um submarino nuclear (parecendo até coisa de seriado japonês) que além de ser um clichê mais que batido, é totalmente dispensável, afinal, só porque é a cidade do Superman, monstros aparecem do nada? Parece que os escritores foram acometidos por uma mediocridade criativa e queriam somente encontrar uma desculpa qualquer para colocar o Gladiador Dourado em ação para depois colocá-lo em um embate contra o novo herói da cidade, o Supernova, e dar um final dramático e enigmático para atrair a atenção dos leitores, algo que ao meu ver é totalmente desnecessário.
A esta altura, acredito que ninguém mais suporte o Gladiador Dourado e esta sua busca em provar que é um herói de verdade apenas para ser rico e famoso. O personagem se tornou insuportável e, no meio de tanta coisa mais interessante, dar atenção a ele é algo totalmente dispensável.
Não tenho nada contra o personagem, gostava muito dele na época da antiga Liga da Justiça (escrita por J. M. DeMatteis e Keith Giffen) quando ele fazia dupla com o Besouro Azul, mas o personagem sempre esteve aquém do seu amigo em relação a carisma, e isto ficou mais do que evidente após a morte do Besouro, ocorrida em Contagem Regressiva para Crise Infinita (publicada pela Panini, em maio de 2006). Para falar a verdade, atualmente o personagem se tornou totalmente dispensável em meio a tantos personagens mais interessantes.
Quanto ao Questão e Renee Montoya, bons diálogos permeiam a história, mas os escritores novamente cometem um erro e desperdiçam o potencial dos personagens, afinal, histórias que se passam em prisões sempre podem render momentos de ação impactantes (basta ver o que Ed Brubaker fez com o Demolidor em Marvel Action #05), mas aqui, infelizmente, só cumprem o necessário, deixando aquela sensação que poderia ter sido melhor.

Semana 16 - Cerimônia

O casamento de Adão Negro com Ísis deixa a população de Kandahq em festa e traz como convidados especiais a Família Marvel. Mas uma tragédia se anuncia no meio da cerimônia, cabendo ao Questão e Renee Montoya a impedirem; Estelar, Adam Strange e Homem-Animal, iniciam sua viagem de volta para casa.
Bom, desde a edição passada já era previsto que cedo ou tarde isto iria acontecer, afinal, até o mais duro dos homens têm um coração, bastando apenas que ele encontre a pessoa certa para amolecê-lo; aqui no caso, Adão Negro encontrou em Adrianna Thomaz (agora transformada em Ísis), o amor e uma companheira para lhe dar paz no coração que sofre há milênios pela morte trágica de sua esposa e filho. A história possui breves momentos engraçados como, por exemplo, o fato do Adão Negro estar preocupado com seu cabelo e a mancha em sua capa, dentre outros.
A Família Marvel se faz presente com todos os seus membros: Capitão Marvel, Mary Marvel, Capitão Marvel Jr., Tio Dudley e o tigre Sr. Malhado.
O restante é apenas aquele tipo de situações que acontecem em histórias de casamentos, como: declarações de amor exageradas, preparativos, a tão esperada cerimônia e por fim a noite de núpcias. A cena de Renee Montoya e o Questão evitando o atentado lembra o filme de Brian de Palma, Olhos de Serpente, provando que quando os escritores querem eles criam cenas impactantes, ainda que não totalmente explícitas, mas mesmo assim emocionantes.
Curiosamente, há algum tempo eu noto que os escritores fazem uma crítica ao Governo Bush, colocando Adão Negro como uma metáfora a Saddam Hussein e outros líderes do Oriente Médio, basta perceber que o atentado no casamento de Adão Negro e Ísis veio por parte dos EUA (Intergangue) e não ao contrário como sempre é mostrado em noticiários do ocidente.
Eu acredito que eles queiram retratar em Adão Negro a outra face da moeda (a qual estamos mais acostumados a ver uma só), mostrando que por mais que ele pareça um vilão, ele não o é. Ele é apenas um homem que segue as tradições e leis do país onde nasceu, e os atos feitos por ele nos EUA foram apenas represálias pelo que os americanos fizeram a ele, afrontando sua honra e cultura. Uma crítica velada e indireta ao Governo Bush que vê todos os líderes do Oriente Médio como vilões. Mas vendo as coisas por esse prisma nos faz pensar, será que eles são mesmo?
O curioso título desta história é uma palavra árabe que significa “te quero”, mas dito somente de um homem para uma mulher.
Novamente houve uma grande variação de artistas no título. E sobre a arte não há muito o que se comentar além de que ela continua boa e detalhista, ganhando um atrativo à parte com as cores fortes de Alex Sinclair.
Desta forma, fecha-se o quarto mês do ano perdido da DC Comics.

Semana 17 - Salvos pelo Mercenário

O grupo de heróis superpoderosos de Lex Luthor entra em ação em Metrópolis; Tornardo Vermelho é encontrado; e na viagem de Adam Strange, Estelar e Homem-Animal de volta para casa, alguns imprevistos acontecem fazendo com que ele se encontrem com Lobo em pessoa.
Bizarro! É a única palavra para descrever o grupo de super-heróis criado por Lex Luthor. Acredito que os escritores usaram tamanha bizarrice como homenagem aos heróis da década de 50 e 60, que usavam colantes com cores berrantes e nomes totalmente absurdos; afinal, ninguém em sã consciência em pleno século XXI, criaria personagens tão ridículos e com nomes tão absurdos. Destaco apenas dois para servir de exemplo para tamanho absurdo: Hannibal Bates (uma clara homenagem aos dois maiores psicopatas do cinema, Hannibal Lecter e Norman Bates) e Gerome McKena que é uma clara homenagem ao personagem de desenho animado Jovem Sansão, criado na década de 60 por Hanna Barbera.
Mas, é claro que tamanha insanidade por parte dos escritores para por aí, pois eles mostram o preço que se paga quando se quer poder e fama acima de tudo, mostrando os efeitos colaterais da experiência de superpoderes que já se manifesta em um dos membros. Natasha Irons (sobrinha do herói Aço, e integrante do grupo) ainda se mostra feliz com a escolha que fez, devemos aguardar para ver o que o futuro reserva para a personagem.
A viagem de volta dos heróis perdidos no espaço, possui clara homenagem a Star Wars - Episódio II: O Ataque dos Clones, pois a grande quantidade de meteoritos no setor espacial em que se encontram, lembra muito a cena em que Obi Wan Kenobi persegue o vilão Jango Fett no espaço sideral. Como a capa da edição mostra quem irá participar da história, fica mais fácil comentar sobre ela sem entregar spoilers. Lobo, o personagem mais maldito das histórias em quadrinhos aparece para “dar uma ajudinha” aos heróis, mas é claro que não será de graça, pois aonde já se viu um crápula fazer favor a alguém em troca de nada?
Como a origem do personagem acompanha esta edição, não precisarei me aprofundar para comentar sobre o personagem. Para aqueles que não conhecem, Lobo é um dos personagens mais amados das histórias em quadrinhos. Suas aventuras beiram o cúmulo do absurdo, sendo totalmente nonsense e bizarras, e seguem o estilo “Sexo, Drogas e Rock”n Roll”, além de serem extremamente violentas. O ponto alto da trama é o diálogo em pleno espaço sideral entre Lobo e Estelar, onde se faz o uso dos balões em branco, uma técnica pouco comum e totalmente surrealista, usada pelos escritores.
O magnífico plot, que mostra a primeira aparição do personagem na trama, lembra muito os filmes da série Rambo e os seus derivados que surgiram na década de 80.
O corpo de Tornardo Vermelho é mostrado totalmente destruído e sendo encontrado por aborígenes na Austrália. Desta forma, uma nova trama surge, uma vez que é a primeira aparição do herói na série. Vamos ver o que irá acontecer daqui para frente com o herói até chegarmos aos acontecimentos ocorridos em Liga da Justiça # 59.

Semana 18 - Peregrinação

O Elmo do Sr. Destino é encontrado na Casa dos Mistérios; no enterro do Gladiador Dourado, o robô Skeets encontra um antepassado do herói; e o Questão e Renee Montoya recebem homenagens em Kahndaq.
Esta semana serve como interlúdio e pouca coisa de significante acontece, sendo o foco principal dela o elmo do Sr. Destino e os mistérios que o cercam. Nesta semana, reaparece um antigo personagem da Era de Prata, o Detetive Chimp.
Esta semana serve como interlúdio e pouca coisa de significante acontece, sendo o foco principal dela o elmo do Sr. Destino e os mistérios que o cercam. Nesta semana, reaparece um antigo personagem da Era de Prata, o Detetive Chimp. Criado por Carmine Infantino e John Broome em 1952, o chimpanzé foi encontrado e capturado em 1953 na África por Fred Thorp, e levado para o parque de diversões do mesmo. O animal foi treinado como detetive para fazer parte de um espetáculo chamado: “O Detetive Chimp” e resolvia os casos dando explicações através de sinais.
Durante uma viagem à Flórida o macaco caiu na Fonte da Juventude e adquiriu o dom de falar e a juventude eterna. Após a morte de seu dono, ele ingressou em um Bureau de Animais superdotados e trabalha também com o grupo Pacto das Sombras. É super inteligente, extremamente forte e ágil. Sei que é bizarro, mas não totalmente absurdo como a ressurreição de um certo Jason Todd.
Depois dos eventos ocorridos na 13ª semana, Ralph Dibny reaparece e não demonstra ainda nada sobre os eventos acontecidos no Culto de Conner, mas sua obsessão em ter de volta sua esposa o está levando para caminhos extremamente obscuros. A descoberta do robô Skeets, faz a trama em torno do herói morto, tomar um rumo totalmente inesperado.
Renee Montoya e o Questão continuam sendo o ponto mais alto da série e roubam a cena toda vez que aparecem; nesta semana, Renee se superou e protagonizou não só uma das cenas mais impactantes das histórias em quadrinhos dos últimos tempos, como também foi capaz de afrontar e enfrentar o próprio Adão Negro em pessoa, algo digno de um certo “Cavaleiro das Trevas”.

Semana 19 - Vórtice Temporal

Skeets convoca o antepassado do Gladiador Dourado, Daniel Carter, para uma missão; os heróis perdidos no espaço descobrem estar em um planeta onde Lobo é um grande líder religioso; e Supernova recebe a ajuda da Moça-Maravilha para salvar Metrópolis de mais um vilão ensandecido.
52 é uma série totalmente imprevisível, pois não dá para supor antecipadamente nada do que está por vir e esta semana é um exemplo disso.
A partir de agora dá para se perceber de forma um pouco mais clara a importância do Gladiador Dourado na série, até porque parece que ele é o responsável por mais um evento cósmico e temporal que já está acontecendo ou ainda está por vir. Seu robô Skeets parece que praticamente sabe o que é e utiliza o antepassado do herói supostamente morto como bode expiatório para descobrir tais fatos.
Sobre o surgimento de um novo Gladiador Dourado, acredito que ainda é cedo para tal suposição, até porque não se sabe de fato se o herói está morto ou perdido no tempo; e o fato de seu antepassado, Daniel Carter ter vestido o uniforme não significa nada. Portanto devemos aguardar antes de afirmarmos qualquer coisa.
Quanto ao Lobo, já se era de imaginar que ele estaria fazendo algo cretino para ludibriar inocentes e lucrar com isso; e parece que a vinda dos três heróis para a Terra ainda irá demorar um pouco mais, pois alguém os está caçando e estes deverão enfrentá-lo para poderem sobreviver, e assim voltarem.
A breve aparição do Supernova acaba gerando mais um mistério, principalmente, após o diálogo entre ele e a Moça-Maravilha.

Semana 20 - Olho Esmeralda de Ekron

O Supernova visita a Batcaverna; Aço salva pessoas de um incêndio em Metrópolis e descobre que há cura para a sua mutação; e Lobo e os três heróis perdidos no espaço estão em uma situação de grande perigo.
O herói Supernova ainda continua sendo uma incógnita e sua visita à Batcaverna idem, afinal ele entrou no lugar como se já o conhecesse, deixando a impressão que ele pode ser alguém conhecido. Ou será que não? Devemos aguardar por tais respostas.
John Irons aparece somente para encher lingüiça, até porque sua aparição nesta semana é pouco significativa; aliás, nas últimas edições ele tem cada vez aparecido menos, deixando a impressão que ele tem pouco significado na tramas. Vamos ver se daqui para frente esta impressão muda, pois para conseguir a cura ele terá de enfrentar um dos piores vilões da editora.
Estelar, Adam Strange e Homem-Animal se encontram em uma situação muito delicada por causa de Lobo e suas artimanhas, e a próxima edição promete, até porque esta última história ficou aquém do esperado se comparada com as demais do título.
Novamente houve uma grande variação de artistas no título. A arte continua muito boa e detalhista, não havendo sequer um ponto negativo para ser ressaltado e sim somente positivos, como os quadros gigantes utilizados pelos artistas para ressaltar momentos de grande impacto nas tramas. E como sempre, as fantásticas capas de J. G. Jones continuam sendo um atrativo à parte da revista.
Desta forma, fecha-se o quinto mês do ano perdido da DC Comics.
Novas origens de personagens acompanham esta edição e algumas delas são desenhadas por artistas conhecidos e consagrados: Metamorfo: Mark Waid (texto), Eric Powell (arte) e Trish Mulvihill (cores); A origem de Aço: Mark Waid (texto), Jon Bogdanove (arte) e Alex Sinclair (cores); A origem de Adão Negro: Mark Waid (texto), J.G. Jones (arte) e Alex Sinclair (cores); A origem de Lobo: Mark Waid (texto), Keith Giffen (desenhos), Jack Jadson (arte-final) e Hories (cores); A origem do Questão: Mark Waid (texto), Joe Bennett (arte) e Alex Sinclair (cores).
Uma curiosidade: A capa desta edição foi escolhida pelos leitores no Fórum de Discussão do site da Panini Comics.

Semana 21 - Batalha Manipulada

Lex Luthor está tentando dominar a comunidade de super-heróis que emergiu na ausência de Superman, Batman e Mulher-Maravilha, e, sob seu comando, nasce a nova Corporação Infinito, criada a partir de genes meta-humanos ativados artificialmente; Ralph Dibny (Homem-Elástico) está no Plano Inferior junto ao elmo do Sr.Destino buscando um portal para o inferno; e Tornardo Vermelho é reconstruído.
Basicamente, nada de significativo acontece nesta vigésima primeira semana. Os escritores optaram por trabalhar mais nos bastidores do projeto de criação de superseres de Lex Luthor, mostrando o outro lado deste experimento, onde vemos a total falta de escrúpulos do vilão que comanda estes novos “super-heróis” como marionetes para desta forma alcançar seus objetivos de conquista e dominação, mesmo que para isso alguém tenha de pagar com a vida.
Ralph Dibny realmente se transformou em outra pessoa. O outrora sempre brincalhão e sorridente herói hoje é uma pessoa amarga e fria, que não hesita em usar meios cruéis contra seus inimigos para alcançar seus objetivos.
Com certeza os breves momentos em que o herói aparece e suas ameaças ao demônio Xolotl são o ponto alto da história. É bom ver que todos os heróis possuem um lado negro (e não só o Batman), basta apenas que se encontre um motivo certo para fazê-lo emergir.
O corpo de Tornardo Vermelho está sendo reconstruído, mas não da forma como deveria ser. Devemos aguardar para ver o que irá acontecer.

Semana 22 - Homens Metálicos

Lex Luthor tenta a todo custo descobrir a identidade secreta do Supernova; John Irons vê num acontecimento a possibilidade de virar o jogo contra Lex Luthor; um enigmático personagem entra em cena; e Doutor Magnus precisa fugir para salvar sua vida.
O ritmo ainda continua lento nesta vigésima segunda semana. Os escritores estão optando em trabalhar mais as tramas e deixar a ação um pouco de lado. Já dá para perceber que irão acontecer muitas mudanças a partir de agora e serão muito mais significativas do que as já ocorridas.
O Supernova continua instigando a todos, principalmente Lex Luthor que acredita que ele é o seu odiado inimigo, o Superman disfarçado apenas para zombá-lo. O vilão está totalmente paranóico, parecendo um certo J. Jonah Jameson.
Jon, o descendente da Tribo Indígena Iroquês, é o novo e misterioso personagem que surge neste primeiro semestre do ano perdido da editora. Já dá para perceber pelos acontecimentos que um novo herói surgirá, mas qual será sua importância nas tramas ainda é cedo para saber.
O acontecimento ocorrido em um evento contra Lex Luthor abre uma oportunidade para John Irons encontrar sua cura e derrotar o vilão. As coisas com certeza irão esquentar daqui para frente para o vilão.
Doutor Magnus é caçado, e luta por sua vida contra aqueles que querem descobrir o segredo dos Homens Metálicos. Notei mais uma certa homenagem á editora rival, a Marvel por parte dos roteiristas, que criaram um robô para caçar o Doutor semelhante aos Sentinelas, tradicionais inimigos dos X-Men.

Semana 23 - Às portas da Morte

O seqüestrado Doutor Magnus é deixado em uma ilha repleta de cientistas e inventos tecnológicos bizarros; e o irmão de Adriana Thomazz (Íris) é encontrado.
Não pude deixar de notar as homenagens dos escritores a dois filmes: Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, e Indiana Jones e o Templo da Perdição; mas, estas claras homenagens não salvam uma história fraca e repleta de clichês da mediocridade.
Infelizmente as coisas descambam nesta vigésima terceira semana; os escritores estavam mantendo um ritmo bom, instigante e totalmente imprevisível, mas, sabe-se lá o porquê, deixam a coisa descambar desta maneira, rebaixando o nível da série, criando um fiapo de roteiro apenas para fazer surgir um novo membro poderoso na Família de Adão Negro, e subaproveitando o Questão e Renee Montoya.
E finalmente o paradeiro de Doutor Silvana é mostrado. O personagem que havia sido seqüestrado misteriosamente na primeira semana da série é mostrado criando inventos tecnológicos nesta misteriosa ilha; e Ísis inicia seu plano de ajudar o marido a melhorar o mundo.

Semana 24 - Pregrinação

Nuclear tenta formar uma nova Liga da Justiça; Ajax busca vingança contra o Xeque-Mate se infiltrando disfarçado na Casa Branca; Adão Negro faz mudanças na coalizão de poder criada por ele, atraindo a atenção de Amanda Waller que tem planos contra o soberano de Kahndaq.
Nesta última semana do sexto mês do ano perdido da DC Comics, a série começa a tomar novos rumos. As eleições que elegerão Oliver Queen (Arqueiro Verde) prefeito de Star City já se aproximam e uma nova conspiração surge contra Adão Negro, que irá agora ter uma adversária osso duro de roer: Amanda Waller, uma mulher capaz de peitar até mesmo o Batman.
Com certeza, acontecerá algo ao Caçador de Marte para que ele se torne o que é hoje; sua busca por vingança contra o grupo Xeque-Mate com certeza trará sérias conseqüências para ele. Sobre Ralph Dibny, ainda não dá para comentar nada, pois, o que se percebe até agora é que ele está envolvido com magia e o sobrenatural, mas as suas reais intenções ainda são misteriosas. Devemos aguardar. E parece que o herói indígena quer surgiu na vigésima segunda semana teve uma carreira muito curta. Será mesmo? Não acredito que eles iam criar um sub-enredo envolvendo o personagem só para deixá-lo de lado depois.
O ataque dos piratas impedido pela bizarra “Liga” criada pelo novo Nuclear é algo tão bizarro que acredito que tenha saído da mente de Grant Morrison, pois é típico deles tais coisas. Se o leitor reparar bem na manchete do jornal que o Presidente dos EUA está lendo, verá um certo Jack Sparrow fugindo de Nuclear.
Novamente houve uma grande variação de artistas no título. A arte continua muito boa e detalhista, com exceção da semana vinte e três, onde os desenhos de Drew Johnson se destoam dos demais artistas do título e parecem muito simples e amadores.
Desta forma, fecha-se o sexto mês do ano perdido da DC Comics.
As origens de personagens que acompanham esta edição são: Homem-Animal: Mark Waid (texto), Brian Bolland (arte) e Matt Hollingsworth (cores); Adam Strange: Mark Waid (texto), Kevin Nowlan (arte); Lanterna Verde: Mark Waid (texto), Ivan Reis (desenhos) e Oclair Albert (arte-final); e Pantera: Mark Waid (texto), Jerry Ordway (arte) e Alex Sinclair (cores).

Semana 25 - Aliança Perigosa

A Intergangue começa sua investida para tomar o controle do crime em Gotham City; Ralph Dibny e o Elmo do Sr. Destino caminham no inferno; a família Marvel enfrenta o Rei dos Demônios em Boston, mas recebem uma ajuda inesperada da Família Marvel Negra; a nova Corporação Infinito impede um assalto em Nova Iorque; o novo grupo do Xeque-Mate começa a ser formado; e o Doutor Magnus se recusa a trabalhar em novas invenções na ilha que agora é seu cativeiro.
Novas situações surgem, mas a série já começa a demonstrar sinais de cansaço, pois os escritores estão indo muito devagar com as tramas e cometendo eventuais tropeços, que não ganham mais evidência devido aos personagens fortes que seguram a trama, levando-a nas costas e obliterando as falhas no texto.
Como exemplo cito Ralph Dibny (o Homem-Elástico) que sempre que aparece rouba a cena; sua aparição no inferno é o ponto alto da trama (a explicação do elmo sobre a atual condição de Felix Fausto é deveras interessante) e embora ainda não se saiba ao certo o que ele pretende fazer, fica sempre a curiosidade do que está para acontecer ao outrora brincalhão herói, que hoje se mostra totalmente ao contrário do que era.
O outro ponto forte da trama, sem dúvida é a conversa de Alan Scott com Michael sobre a nova formação do grupo Xeque-Mate, afinal já estava na hora de sabermos um pouco mais sobre esta nova e inusitada formação do grupo.
O ponto fraco fica por conta das novas tramas criadas pelos escritores, como a nova formação da Corporação Infinito, onde a sobrinha de Aço, Natasha Irons, faz parte como integrante. Sempre que o grupo aparece, fica aquela sensação de encheção de lingüiça na trama, pois tais personagens não empolgam e sequer despertam a atenção do leitor. Acredito que já está na hora de dar um destino final à trama que envolve estes personagens medíocres e abrir espaço para outros que sequer ainda apareceram nestes meses do ano perdido da editora.
A tentativa de Bruno Manheim em tomar o controle do crime em Gotham City é outro ponto baixo desta vigésima quinta semana, pois com todos os vilões perigosos que existem na cidade do Batman, acredito que seria melhor trabalhar em cima de um deles tentando tomar o controle da cidade do que levar um outro para isso. Esta versão inferior de Rei do Crime sequer chega aos pés de qualquer vilão de Gotham, ao ponto de representar uma ameaça preocupante. E por falar em Rei do Crime, reparem que o vilão se encontra sentado na mesa da página 05; uma vez mais, a Marvel é homenageada na série.
A aparição de Sabacc o Rei dos Demônios em Boston na noite de Halloween completa os pontos negativos da série nesta semana, pois não passa de uma mera desculpa esfarrapada para colocar a Família Marvel Negra (Adão Negro, Ísis e Osíris) em ação. Francamente, trabalharam tanto em cima da personalidade de Adão Negro, seus motivos e convicções, para o colocarem combatendo um demônio que surgiu do nada, justo no país que ele tanto execra? Uma grande falta de originalidade dos escritores.
A breve aparição do Doutor Magnus revela o que todos já imaginavam em relação ao motivo de seu seqüestro. Vamos ver que rumo tomará agora a trama em volta do personagem.
Houve um grande número de artistas nesta vigésima quinta semana. Curiosamente não é explicado o porquê disto, mas acredito que nunca houve um número tão grande de desenhistas e arte-finalistas como nesta história; bom, a arte continua muito boa e detalhista, sem nenhum ponto negativo, até porque os desenhistas seguem um estilo único, sendo este um grande mérito da série.

Semana 26 - Crocodilo Falante

O Questão e Renee Montoya pegam uma carona com a Família Marvel Negra e chegam a Nanda Parbat; Aço confronta sua sobrinha ideologicamente em um programa de televisão; a Família Marvel Negra janta com a esposa do Dr. Silvana, mas recebem um inesperado convidado; e as bizarras experiências na Ilha Turo continuam.
O ritmo continua a cair nesta vigésima sexta semana; desta vez, os escritores criam uma trama arrastada e equivocada, que basicamente não serve para nada, e deixa o leitor com cara de tolo, por se sentir compelido a acompanhar semana a semana o ano perdido da DC Comics.
Acredito que ninguém irá querer comprar uma revista para ver um jantar em amigos ser o ponto principal da história; ainda não consigo entender o que se passa na cabeça dos roteiristas em focar todos os holofotes no “agora feliz” Adão Negro e sua família, com tantos outros personagens e situações mais interessantes para serem trabalhadas.
O ponto forte desta semana com certeza são os breves momentos em que aparece o Questão e Renee Montoya (que uma vez mais são desperdiçados), porque o resto dos acontecimentos é totalmente dispensável, não necessitando nem de comentários de tão medíocres.
Pelo menos a arte continua muito boa e detalhista, servindo como ponto positivo para uma história extremamente medíocre e sem-graça.

Semana 27 - Sede de Vingança

Ralph Dibny encontra o Spectro e com ele faz uma barganha; Tempus confronta Skeets; a verdade sobre o Questão é revelada; e o treinamento em artes marciais de Renee Montoya começa.
Em relação às semanas anteriores (principalmente a passada), esta se mostra muito superior, principalmente pelo fato dos roteiristas concentrarem basicamente todas as tramas nos personagens fortes da série e deixando de lado as bizarrices.
Finalmente é mostrado o real motivo de Ralph Dibny ter se envolvido com o oculto e o sobrenatural, e tenho certeza que muitos se surpreenderão com os acontecimentos, principalmente sobre o pacto que o herói faz com a entidade e o que realmente ele pretende com isso.
Desde o começo da série já dava para perceber que o Questão não escolheu Renee Montoya apenas para auxiliá-lo em caso de investigação pelo fato dela ser uma ex-policial; ele a escolheu exatamente pelo potencial que ela possui e desconhece, para desta forma treiná-la e discipliná-la para algo maior. Pois bem, o motivo disto é revelado agora e, infelizmente, sob circunstâncias trágicas, pois a verdade por trás disso tudo vêm à tona no meio do treinamento de artes marciais da personagem por Richard Dragon.
E por falar em Richard Dragon, muitos podem não saber, mas este obscuro personagem da editora, mestre em artes marciais, treinou os principais lutadores do universo DC, como o Questão, Arqueiro Verde, Caçadora, Oráculo, Asa Noturna, e até mesmo o próprio Batman.
O personagem foi criado por Dennis O’Neil e Jim Berry, em 1974, no auge da febre do Kung Fu que tomou conta do mundo nos anos setenta, principalmente graças a Bruce Lee. Há alguns anos o personagem ganhou uma minissérie (que infelizmente não foi publicada no Brasil) contando um pouco mais sobre sua origem. Richard é considerado um dos melhores lutadores de artes marciais do mundo, no nível de Lady Shiva, Tigre de Bronze, Cassandra Cain (Batgirl) e Batman.
A breve aparição personagem Tempus na história mostra que algo de proporções cósmicas está para acontecer e isto fica mais evidenciado na discussão que o personagem tem com Skeets. Devemos aguardar para ver o que irá acontecer daqui para frente, ainda mais que a série já se encontra caminhando para o seu final.
A arte continua boa e detalhista, ganhando destaque principalmente as cenas em que aparece Nanda Parbat. Se o leitor reparar bem, verá que os quadros parecem verdadeiras fotografias de tão perfeitos que são; Shawn Moll apesar de novato, se mostra um desenhista muito competente. Aliás, atualmente a DC possui desenhistas muito talentosos, ao contrário de sua rival a Marvel, que possui muitos desenhistas fracos, que chegam a trabalhar em muitas séries importantes, com bons roteiros, mas totalmente pobre em relação à arte.

Semana 28 - Aborígenes

Renee Montoya e o Questão procuram a Batwoman para desta forma salvá-la da morte; Estelar, Adam Strange e Homem-Animal continuam suas aventura no espaço tentando desesperadamente voltar para casa, mas isto não será nada fácil; e Tornardo Vermelho entra em ação com seu novo corpo.
Nesta semana, infelizmente, o ritmo cai um pouco novamente, graças a uma sucessão de equívocos criados pelos roteiristas.
Considero um desses equívocos a tal “profecia” contida na Bíblia do Crime, algo totalmente inverossímil e difícil de engolir, ainda mais sob a forma com a qual apresentada; vou me ater por aqui e não fazer mais comentários sobre isso. Deixarei os leitores tirarem suas próprias conclusões.
A breve aparição de Tornardo Vermelho (agora precariamente reconstruído) serve somente para preencher o número de páginas da revista, porque nada de significativo acontece ao personagem e sim mais uma situação que serve para enrolar ainda mais a trama em cima dele.
Outra enrolação é a situação dos três heróis perdidos no espaço; os escritores criam cada vez mais e mais situações desnecessárias somente para prolongar ainda mais a trama que já está ficando enfadonha.
A série 52 começou muito bem, mas como eu mencionei no início do review, agora ela está demonstrando sinais de cansaço e embora já esteja caminhando para sua reta final, ainda existe muita coisa a ser trabalhada, até porque muitos personagens importantes do Universo DC sequer apareceram e sendo assim fica a torcida para que as coisas melhorem e retornem com a qualidade de antes.
A arte continua muito boa; Drew Johnson também é um desenhista muito competente e detalhista, salvando um pouco mais esta história medíocre. Aliás, para dizer a verdade, o que está salvando a série, com certeza, é a arte. Ainda bem que pelo menos nesta parte, a revista não está demonstrando sinal de cansaço!
Desta forma, fecha-se o sétimo mês do ano perdido da DC Comics.
As origens de personagens que acompanham esta edição são: A Origem do Gladiador Dourado - Mark Waid (texto), Dan Jurgens (arte), Andy Lanning (arte-final) e Alex Sinclair (cores); Asa Noturna - Mark Waid (texto), George Pérez (arte) e Alex Sinclair (cores); Gavião Negro e Mulher-Gavião - Mark Waid (texto), Joe Bennett (arte) e Alex Sinclair (cores); Canário Negro - Mark Waid (texto), Howard Chaykin (desenhos) e Pete Pantzis (cores).

Semana 29 - Dia de Ação de Graças

No dia de Ação de Graças, três membros da Sociedade da Justiça relembram dias melhores; A nova Corporação Infinito desfila pela cidade comemorando o feriado especial, mas a nova integrante do grupo utiliza o codinome de um membro muito querido morto em combate e desperta a fúria de Manto Negro; na Ilha Oolong os cientistas também comemoram o feriado do modo mais excêntrico possível; e John Irons descobre que os poderes concedidos por Lex Luthor duram pouco tempo.
Nesta semana, temos um exemplo claro de como os escritores estão enrolando cada vez mais as tramas, desperdiçando oportunidades e situações que poderiam ser melhor exploradas neste ano perdido da editora.
A nova Corporação Infinito criada por Lex Luthor além de ser intragável, já deu o que tinha de dar. Até porque a trama não anda e o leitor acaba sendo obrigado a tolerar um festival de equívocos criados pelos escritores que não chega a lugar algum.
Nesta semana temos uma nova integrante no grupo que escolheu utilizar o nome da filha falecida de Alan Scott (o primeiro Lanterna Verde), despertando a fúria de Manto Negro, o irmão da garota morta, que resolve tirar as coisas a limpo na base da pancada. Daí o leitor já pode tirar suas próprias conclusões em relação à qualidade duvidosa da trama.
Na Ilha Oolong o doutor Magnus acaba sendo seduzido por uma bela cientista, que usa seu charme para enganar o ingênuo doutor e assim achar um meio para obrigá-lo a construir o Homem de Plutônio. John Irons aparece brevemente somente para encher lingüiça na trama, o personagem perdeu todo o potencial que tinha no começo da série e hoje só serve de coadjuvante de luxo. Uma pena!
A arte de Chris Batista é boa, bem detalhista, mas longe de ser excelente. Apenas cumpre com exatidão a que se propõe.

Semana 30 - A Cura

Robin e Asa Noturna investigam as ações da Intergangue; a saúde do Questão piora mais a cada dia; no deserto do Sudão, Bruce Wayne procura uma cura para suas dores espirituais, enfrentando uma criatura sobrenatural, enquanto isso, em Gotham City, Asa Noturna ajuda a Batwoman a combater a Intergangue.
Esta é a primeira aparição de Batman na série que conta o ano perdido da DC Comics. Até então o que se sabia era que ele, Dick Grayson e Tim Drake, iriam viajar pelo mundo, reconstruindo todos os passos que Bruce Wayne deu para se tornar o Batman (conforme visto em Crise Infinita #07). Com um começo de história narrado pelo Asa Noturna (1° Robin), contando tudo que aconteceu de significante e trágico na vida do Cavaleiro das Trevas, desde o seu surgimento até chegar ao ponto onde o herói se perdeu dentro de sua própria amargura, remorso e culpa.
Então, buscando um alívio para suas dores espirituais, Bruce Wayne vai ao Quadrante Vazio no Deserto do Sudão em busca de uma criatura sobrenatural, para assim ajudá-lo a se livrar de tais sentimentos. É mencionado que a tal criatura havia se encontrado com Bruce Wayne quando era mais jovem, antes de se tornar o Batman, porém até hoje esta criatura jamais havia aparecido nas histórias do herói. Com certeza farão um retcon na cronologia e um dia mostrarão como foi este primeiro encontro.
Um fato curioso que me despertou a atenção foi a forma como o Batman foi mostrado em seus primeiros dias, com um uniforme similar ao da época de sua criação (em 1939), onde as orelhas de sua máscara eram mais parecidas com as de um morcego de verdade e seu cinto ao invés de se parecer com uma cartucheira era mais simples e se parecia muito com o usado por Michael Keaton no filme de Tim Burton (de 1989). Futuramente esta versão do uniforme aparecerá novamente, nas histórias do herói escritas por Grant Morrison.
Já que citei o escritor Grant Morrison, vou fazer um comentário: Recentemente o escritor disse em uma entrevista que a abordagem que este dará ao Batman se estenderá além dos efeitos de Crise Nas infinitas Terras. Ou seja, as histórias do herói anteriores ao evento que “zerou” o Universo DC serão consideradas, ou seja, para o escritor o Batman atual passou por todas as histórias para ele criadas desde 1939, no equivalente a quinze anos da vida do herói. Daí o porquê do herói aparecer caracterizado desta forma e também da história onde se supõe que tenha sido concebido seu filho, publicada em DC Special Series #15 (de 1978) e republicada em Grandes Clássicos DC Batman: Contos do Demônio (de 2005).
Eu só espero que após Crise Infinita, a magistral saga de Frank Miller, Ano Um, não seja desconsiderada. Até porque o uniforme do herói na saga é similar ao que o herói usa atualmente.
Sobre a frase proferida por Bruce Wayne para Robin, após o encontro com a tal criatura, fica uma dúvida no ar com a pergunta: em que sentido? Quem acompanha as histórias do Cavaleiro das Trevas sabe que o herói não mudou em basicamente nada, por isso o motivo desta minha indagação.
Uma coisa que estou reparando e considerando um erro por parte dos escritores é não abordarem, neste ano perdido da DC, o fato de Harvey Dent ter ficado como protetor de Gotham City durante a ausência do Batman (conforme visto em Batman). Acredito que o regenerado vilão que ficou protegendo a cidade já era para ter cruzado com a Intergangue e a Batwoman.
A luta de Batman contra uma seita de fanáticos mostrada na página 27 é uma homenagem à história publicada em DC: A Nova Fronteira, Volume 01 (de 2006). A breve aparição do Questão e Renee Montoya serve apenas como uma subtrama. E uma vez mais acompanhamos a agonia do herói sucumbindo ao câncer.
A arte desta edição é do brasileiro Joe Bennett e, diga-se de passagem, é a melhor da revista. A arte de Bennett é magnífica, além de extremamente detalhista, ganhando ainda mais destaque graças às cores fortes de David Baron.

Semana 31 - Segredo

Os Lanternas Verdes descobrem que um setor espacial inteiro desapareceu e um herói do espaço luta por sua vida; desconfianças surgem dentro da nova Corporação Infinito; e Ralph Dibny descobre a identidade secreta do Supernova.
Embora pouca coisa significativa aconteça nesta 31ª semana, o destaque vai para a aparição na série de um antigo e obscuro personagem da editora: Adam Blake, O Capitão Cometa. Criado por John Broome e Carmine Infantino no início da década de 50, o personagem apareceu recentemente na Guerra Rann/Thanagar e sua breve aparição na trama nos leva a crer que ele terá uma importância muito grande daqui para frente. Devemos aguardar.
A descoberta da real identidade do Supernova por Ralph Dibny infelizmente não deixa pistas de quem ele pode ser, mas descarta a hipótese da Supergirl de que ele é Kon-El (Superboy) ressuscitado. Começam a surgir evidências que Lex Luthor tinha um propósito maior do que aparentava ao criar o projeto que concedia poderes às pessoas comuns, e em breve a nova Corporação Infinito conhecerá o preço de trabalhar para o vilão.
A arte continua boa e detalhista, mas sem grandes destaques. Particularmente não gosto muito do estilo de Chris Batista, acho sua arte muito estilizada e a considero fraca se comparada com os demais artistas da série.

Semana 32 - A Divindade

Continuando sua busca, Ralph Dibny chega à mística cidade de Nanda Parbat e a recepção não será nada agradável; Osíris tenta integrar os Novos Titãs; e os três heróis perdidos no espaço tentam deter a ameaça que se aproxima.
O foco principal desta semana é Ralph Diny (o Homem-Elástico) que chega à mística Nanda Parbat e têm uma recepção nada agradável ao se deparar com uma feroz criatura no caminho. Curiosamente, podemos perceber que o herói não usa mais seus poderes elásticos. Ele optou em agir somente como um homem comum, mesmo nos momentos em que seus extraordinários poderes seriam necessários; e finalmente descobrirmos o real motivo de sua jornada.
Embora não seja motivo de surpresa para ninguém, é surpreendente o caminho que os escritores o fizeram trilhar. Fica fácil crer que os momentos de mediocridade da série sejam propositais, pois uns personagens são bem trabalhados, enquanto outros ficam na morosidade, como é o caso dos três heróis perdidos no espaço, onde cada vez mais e mais situações surgem e parece que nada acontece.
Em relação a Osíris, o mais novo membro da Família Marvel Negra, devemos aguardar, porque pouco foi mostrado e o que ele irá fazer para merecer um lugar ou não no grupo dos Titãs com certeza será mostrado mais para frente.
A arte continua muito boa; Patrick Olliffe é um grande desenhista, seus quadros são belíssimos e ricos em detalhes, um exemplo é a arte da página 74. É uma pena que o papel da revista não ajude muito a enaltecer a arte fazendo com que esta perca um pouco a sua qualidade.
As belíssimas capas de J.G. Jones continuam sendo um atrativo à parte da revista; a que estampa esta edição é magnífica, com certeza o artista se inspirou em alguma uma imagem religiosa na hora de desenhá-la, pois mostra Bruce Wayne descalço e com uma lança atingindo o coração do manto de Batman representado aqui como um demônio.
Desta forma, fecha-se o oitavo mês do ano perdido da DC Comics.
As origens de personagens que acompanham esta edição são: A Origem do Homem-Gato - Mark Waid (texto), Dale Eaglesham (arte), Art Thibert (arte-final) e Alex Sinclair(cores); A Origem dos Homens-Metálicos - Mark Waid (texto), Duncan Rouleau (arte) e Alex Sinclair (cores); A Origem de Robin - Mark Waid (texto), Freddie E. Williams II (arte) e Alex Sinclair (cores).

Semana 33 - Presente de Natal

Na época mais feliz do ano, muitas coisas importantes acontecem no Universo DC.
Uma história de natal envolvendo todos, melhor, quase todos os personagens da Editora. No dia mais especial do ano nem todos estão felizes e alguns se preparam para a guerra em um dia que se celebra a paz mundial.
Muita coisa importante acontece nesta semana, e por incrível que pareça, os escritores deixaram a morosidade de lado e aceleram o ritmo; temos a oportunidade de ver James Gordon voltando ao cargo de Comissário de Polícia de Gotham City, Selina Kyle (a Mulher-Gato) grávida, e Alfred comemorando natal ao lado de crianças. Esta é a primeira aparição destes personagens na série.
Lex Luthor continua seus experimentos do intitulado projeto “O Homem do Amanhã” ao mesmo tempo em que manipula os jovens da Corporação Infinito. Apesar disso tudo, ainda não dá para saber ao certo o que o vilão planeja, então devemos esperar. Enquanto isso, Ralph Dibny se prepara para uma nova viagem mística buscando uma forma de ter sua falecida esposa de volta.
Asa Noturna conseguiu fazer amizade com a Batwoman e estão trabalhando juntos contra Bruno Mainheim. A cena do herói dando um Batarang para a nova heroína de Gotham é muito curiosa e divertida. Porém, nem tudo é alegria, o Questão está muito mal e tendo delírios em razão dos medicamentos contra o câncer que o acomete; em uma cena muito comovente.
Adão Negro e sua família tentam mostrar que estão buscando a paz mundial, mas o assassinato do vilão Terraman (ocorrido na primeira edição da série) não foi esquecido pelos cidadãos americanos, principalmente por Amanda Waller, que criou um novo Esquadrão Suicida para caçá-lo. Quem sempre teve curiosidade em ver como o soberano de Kanhdaq é em sua verdadeira forma, saciará a curiosidade nesta edição.
A arte está muito boa e detalhista, e pertence a uma nova dupla de desenhistas na série. Seguem o mesmo estilo dos demais, não inovando e entregando apenas uma arte convencional.

Semana 34 - A Chegada do Ano Novo

O Esquadrão Suicida ataca a Família Marvel Negra; Natasha Irons tem uma conversa séria com seu tio; Clark Kent é seqüestrado e torturado por Lex Luthor que quer saber a todo custo se o Supernova é mesmo o Superman disfarçado; e a situação do Questão continua a piorar.
O ritmo está a todo vapor e também nesta semana muitas coisas acontecem. E o Ano Novo que irá surgir já anuncia grandes mudanças. Para começar, a boa fase na vida de Adão Negro começa a desaparecer; o monarca de Kahndaq e sua família são atacados pelo novo Esquadrão Suicida numa batalha brutal e sanguinolenta, que acaba resultando na violenta morte de um de seus membros.
Oráculo faz o seu “debut” na série e junto com sua amiga Canário Negro ajudam John Irons a ter uma conversa com sua sobrinha Natasha, que parece estar começando a ver a verdade sobre a sua situação ao lado de Lex Luthor. E por falar nele, o inescrupuloso vilão continua a todo custo tentando descobri quem é o Supernova e seqüestra ninguém menos que o repórter que conseguiu uma entrevista exclusiva com ele: Clark Kent, que mesmo drogado usa o cinismo para tirar uma “casquinha” do vilão, algo totalmente atípico do herói, agora sem poderes.
É uma pena que o Superman tenha ficado totalmente relegado na série a mero figurante, seria interessante se os escritores tivessem aprofundado um pouco mais a série no herói, explorando seus dramas pela falta de poderes.
Nunca antes foi mostrado de forma tão lenta a agonia de um herói sucumbindo a uma doença como agora. Realmente os escritores querem apelar para o lado emotivo do leitor, forçando-o a acompanhar a situação do herói moribundo, mostrando uma agonia quase que realista, mostrando que histórias em quadrinhos também podem emocionar o leitor tanto euforicamente como pesarosamente.
A arte continua muito boa como de praxe. Os artistas souberam transmitir muito bem e de forma muito emotiva o falecimento do herói, mais um momento das histórias em quadrinhos que ficará marcado para sempre na memória dos leitores.

Semana 35 - Pandemônio

Uma chuva de meta-humanos cai sobre o centro de Metrópolis, sendo observada com muita atenção por Lex Luthor; e os heróis perdidos no espaço descobrem uma terrível verdade.
Uma história curiosa e sem a necessidade de muitos comentários! Praticamente todos que se submeteram à experiência de Lex Luthor, que concedia poderes às pessoas normais, começam a despencar sobre a cidade de Metrópolis em forma de chuva, causando além de muitas mortes, pânico e destruição, cabendo à nova Corporação Infinito, ao misterioso Supernova, Mulher-Gavião, John Irons e Homem-Borracha a missão de reverter a situação.
Curiosamente, só os membros desta nova Corporação Infinito escaparam ilesos e não perderam seus poderes. O motivo? Ainda é uma incógnita! Bem como o fato de Lex Luthor ficar impassível diante da situação (até porque, foi ele quem desligou os poderes de todos que se submeteram à experiência intitulada “Homem do Amanhã), não demonstrando sequer a mínima preocupação diante de uma situação que pode acabar com sua reputação e vida como empresário. Vamos aguardar para ver o que ele está planejando!
A trama dos heróis perdidos no espaço ganha uma reviravolta totalmente previsível (afinal eles estão com ninguém menos que o Lobo), mas mesmo assim as coisas continuam em ritmo lento e enfadonho.
A arte continua muito boa e detalhista, cumprindo com eficiência o proposto. O destaque vai para a participação de Dan Jurgens na arte. O “homem-faz-tudo dos anos 90” está trabalhando ativamente mesmo aqui, não limitando seu trabalho somente à história complementar (História do Universo DC) da série, publicada nas quatro primeiras edições.

Semana 36 - A Verdade Está Por Um Fio

Uma reviravolta inesperada acontece aos três heróis perdidos no espaço; Lobo mostra que não leva desaforo de ninguém para casa, muito menos de uma rainha; Renee Montoya descobre um jeito de tentar salvar a vida de seu amigo Questão e não poupará esforços para isso, mas será que dará tempo? Osíris se torna persona non grata nos Estados Unidos; e nova situação surge deixando pistas sobre a verdadeira identidade do Supernova.
Finalmente começa a acontecer algo significativo à situação dos três heróis perdidos no espaço que querem a todo custo voltar para casa. Desta vez, os roteiristas acertam o tom e entregam uma fantástica história repleta de ação e com pitadas de humor, graças claro ao personagem Lobo, que sempre se achou o maioral e jamais acreditou que alguém fosse capaz de confrontá-lo; e sendo assim está armada a confusão e o massacre, afinal, quem desafia o “maioral” não vive para se arrepender. Um fato curioso é que as histórias absurdas do personagem em que ele enfrenta o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa de fato fazem parte não só da cronologia do personagem como do Universo DC, não sendo somente histórias independentes e paralelas.
Renee Montoya descobre que o único jeito de salvar seu amigo é levá-lo de volta para Nanda Parbat, mas o Questão está muito debilitado pelo câncer e não tem muito tempo de vida; e a viagem não é das mais fáceis, afinal, precisam cruzar o mundo e escalar uma montanha gelada para chegar à cidade sagrada e mesmo a determinação de Renee pode não ser suficiente para salvar o seu amigo da morte que se aproxima. A capa da edição possui spoilers e anuncia a morte de um personagem. Isto infelizmente de fato acontece; um grande personagem da editora perece num dos momentos mais emocionantes das histórias em quadrinhos e sua morte com certeza será muito sentida pelos leitores.
Osíris só aparece nesta semana para complementar a história, pois nada significativo acontece. Apenas é mostrado que as conseqüências de seus atos que geraram reações negativas por parte dos cidadãos americanos. Quanto ao Supernova, tudo indica que ele não é um super-herói novo e sim um herói já conhecido, com outra identidade, afinal, ele conhece Skeets, a mascote robô do falecido Gladiador Dourado.
Bom, a série já está no final e em breve saberemos quem ele é na verdade, afinal, este é um dos maiores segredos da série e com certeza a revelação só se dará no final. Aguardemos!
Nesta semana, temos um artista novo na série, o veterano Jamal Igle, que já trabalhou nos títulos do Lanterna Verde, G.I Joe, Caçador de Marte, Supergirl, a minissérie Wolverine e Punho de Ferro, e a ainda inédita no Brasil Demolidor/Shi. Sua arte é muito boa e detalhista, e merece ser considerada uma das melhores da série. Curiosamente não temos nesta edição arte de Chris Batista, que segue um estilo de arte que se distingue das dos demais artistas da série, só que infelizmente se distingue de modo inferior.

Semana 37 - Revelação

A verdade por trás do Supernova é revelada; Oliver Queen agora é Prefeito de Star City; e o funeral de um grande herói.
Não comentarei muita coisa porque se assim fizer entregarei spoilers! Bom, como disse anteriormente, TODA a verdade sobre o Supernova é revelada nesta trigésima sétima semana do ano perdido da DC Comics, inclusive sua misteriosa identidade secreta, que com certeza dividirá opiniões por parte dos leitores, onde com certeza uns irão gostar e acatarão a explicação complexa e científica criada pelos escritores; e outros com certeza irão odiar, achando ser muita picaretagem por parte dos escritores inventarem uma explicação fuleira somente para dizer que quem está sob o manto do herói não é ninguém que imaginávamos e sim uma grande surpresa.
A breve aparição de Oliver Queen é somente para cumprir tabela, pois nada de importante acontece e seu diálogo com Canário Negro é meramente trivial. O funeral para o Homem-Animal (morto em combate no espaço na edição passada) é simples, sem grandes pompas; o interessante é o que acontece logo após o evento, que com certeza também dividirá opiniões.
A arte continua muito boa e detalhista, seguindo o já tradicional estilo característico de arte que consagrou a série.

Semana 38 - Quem Você Irá Se Tornar?

Renee Montoya tenta a todo custo chegar a Nanda Parbat para assim poder salvar seu amigo Questão; os experimentos da Ilha Oolong são bem sucedidos e novos e mortais seres surgem; e Natasha Irons espiona Lex Luthor a mando de seu tio John Irons.
Como já de costume, Renee Montoya e o Questão carregam nas costas a trama; de antemão advirto o leitor que esta é uma história comovente e no seu final com certeza o leitor ficará emocionado tanto de alegria como de tristeza, vendo o enorme esforço de Renee Montoya para salvar o seu amigo, mostrando um exemplo de força de vontade, determinação, amizade e companheirismo poucas vezes visto em um personagem até então tido como coadjuvante.
Esta história serve para mostrar como a personagem evoluiu neste quase um ano da cronologia da DC Comics; hoje ela não é nem a sombra do que era anteriormente, é uma mulher totalmente mudada, melhor, transformada, e mesmo que ainda não tenha atingido o seu ápice, a personagem já se ergue como uma das melhores da editora, estando à frente de muitos personagens já consagrados. A jornada da personagem arrastando o Questão por uma montanha coberta de gelo, enfrentando uma terrível tempestade para chegar a Nanda Parbat, já vale o preço da revista.
Quanto aos acontecimentos ocorridos na Ilha Oolong, pouco precisa ser comentado, pois na verdade é o prelúdio para algo maior que irá acontecer. Agora que as terríveis criaturas foram criadas para a Intergangue que tenta a todo custo cumprir a profecia da Bíblia do Crime, aguardaremos para ver no que vai dar.
A arte desta trigésima oitava semana é soberba e absurdamente rica em detalhes, o excelente Joe Bennett se supera e entrega uma arte ainda mais espetacular do que o seu habitual, deixando o leitor estupefato, principalmente nos quadros em que aparece Renee Montoya enfrentando o inferno gelado das montanhas do Himalaia. Parabéns, ao grande desenhista brasileiro!

Semana 39 - Sabotagem

Natasha Irons paga o preço por se rebelar contra Lex Luthor; Ralph Dibny chega às ruínas de Atlantis; Adão Negro e Ísis começam a perceber que as coisas estão mudando para pior; e na Ilha Oolong, as coisas começam a mudar de rumo.
A trama principal se concentra em Natasha Irons e as conseqüências de seus atos por ter se aliado a Lex Luthor e depois ter se voltado contra ele. Bom, já era de se esperar que o famigerado vilão não fosse conceder superpoderes de graça a pessoas comuns sem levar nada, afinal ele poder ser um supervilão, mas é um homem comum, não possui poderes sobre-humanos. Bem, pelo menos não até agora. Na realidade o vilão criou este projeto para conseguir superpoderes e derrotar os heróis, principalmente o Superman, “a pedra em seu sapato”, que o impede de conseguir seus objetivos megalomaníacos.
A luta do vilão com Natasha Irons é bem violenta, mas um pouco curta. Os escritores pecam por não saberem, uma vez mais, explorar as cenas de ação na série (que, diga-se de passagem, deixam sempre um pouco a desejar), deixando o leitor com aquela sensação de que podia ser melhor. Ralph Dibny, continua suas exóticas viagens tentando encontrar um meio de conseguir alcançar seu objetivo; aqui, basicamente nada de importante acontece, por isso devemos esperar um pouco mais para ver que rumo os escritores pretendem dar para o personagem.
A trama na ilha Oolong está chata e enfadonha, e sequer desperta a atenção do leitor. É o mesmo de sempre: brigas e discussões não chegando a lugar nenhum. Acredito que a esta altura da série, já perto do fim, os escritores poderiam ter dado um rumo mais acelerado para tanta bizarrice. Não posso deixar de mencionar que na ilha existe um dos personagens mais ridículos já mostrados em uma história em quadrinhos, que usa um relógio despertador como cabeça.
Adão Negro e sua esposa, Ísis, fazem apenas uma breve a aparição nesta semana, onde é mostrado que seus dias de felicidade estão chegando ao fim literalmente.
A arte de Andy Smith (novo desenhista na série) é muito boa e detalhista, mas nada excepcional, apenas cumpre com eficiência o proposto.

Semana 40 - O Combate Definitivo

O ajuste de contas entre o herói Aço e Lex Luthor; e as coisas em Kahndaq não vão nada bem.
Bom, sobre esta história não tem muito o que se comentar, até porque é pancadaria do início ao fim. Os escritores que quase não colocam ação na trama resolveram então deixar para colocar tudo de uma só vez, conforme podemos comprovar nesta quadragésima semana.
A premissa é básica: Aço recebe um comunicado de Lex Luthor que o desafia a ir salvar sua sobrinha Natasha. O herói que esperava por essa deixa há muito tempo se alia aos Titãs e vai à caça do famigerado vilão em seu escritório, não deixando pedra sobre pedra em seu caminho. Há tempos a desforra de John Irons era esperada, afinal o vilão o infectou com um vírus que causou mutações em seu organismo e fez com que sua sobrinha se voltasse contra ele, então estava mais que na hora do herói agir.
Bom, finalmente conseguimos descobrir quais são os poderes de Lex Luthor e, infelizmente, não é surpresa alguma quais são; afinal, ele passou grande parte da sua vida odiando um certo “Homem de Aço”, então nada mais justo que também querer poderes iguais. É uma pena que as coisas terminem de forma abrupta para o vilão, pois seria interessante se ele pudesse enfrentar seu maior inimigo com poderes similares.
A derrocada de Adão Negro já começou. Seu país está passando por uma situação muito difícil, não há mais paz e a natureza está morrendo; ainda é cedo para sabermos de fato o que está acontecendo, mas tudo leva a crer que existe algo sobrenatural acontecendo, por isso aguardemos.
A arte de Chris Batista (ausente do título na edição passada) está bem melhor que o habitual. Parece que o desenhista se aperfeiçoou um pouco mais e entregou uma arte melhor trabalhada, mas infelizmente esta ainda se difere dos outros desenhistas do título e continua sendo fraca por possuir um estilo simples demais e com características amadoras. Na verdade eu até hoje não consegui entender porque ele continua como artista da série se sua arte é tão inferior a dos demais!
Desta forma fecha-se o décimo mês do ano perdido da DC Comics.
As origens de personagens que acompanham esta edição são: A Origem da Poderosa - Mark Waid (texto) e Adam Hughes (arte); A Origem do Nuclear - Mark Waid (texto), Jamal Igle (desenhos), Keith Champagne (arte-final) e Alex Sinclair (cores); A Origem do Tornado Vermelho - Mark Waid (texto), Phil Jimenez (desenhos), Andy Lanning (arte-final) e Hi-Fi (cores).

SÉTIMA TEMPORADA - - - 2007 – 2008

A temporada já começa e inova com uma nova concepção do misticismo conhecido por todos os aficcionados pelos quadrinhos, uma lista de coisas mudam no seriado nesta nova etapa. Talvez seja para dar um novo fôlego aos não cansados sete anos de ação e intrigas. A ousadia é tamanha que é digno de se perguntar quantos anos a mais teremos pela frente de Smallville. - A trama já começa com uma forte presença das origens de Kal-El, cuja qual nem mesmo nos seus filmes é possível de se ver. A aparição de Kara Zor-El, a Supergirl, deixa o seriado com um clima bem interessante e revela a tendência dos produtores de trazer no tema desta temporada algo mais sobre a família El, revelando a Clark detalhes sobre seu passado, dúvidas do presente e seu misterioso futuro. - E neste ritmo continuamos tendo aparições de personagens DC: a já citada Kara, que no seriado se denomina Kara Kent; novas aparições do Caçador Marciano;a Canário Negro;O Arqueiro Verde;Brainiac; e o intrigante Bizarro. O Bizarro está nas entrelinhas do universo DC, e provavelmente terá uma importante participação no sétimo ano de Smallville. - Sinopse dos fãs: A lenda continua nesses sensacionais 20 capítulos da saga de um dos heróis mais venerados de todos os tempos. Clark conhece sua prima Kara - uma garota kryptoniana que foi enviada a Terra para salvar o bebê Kal-El - enquanto namora com Lana, após o fim do casamento com Lex. Este aperfeiçoa uma nova obsessão ao ser salvo por Kara enquanto Lois lida com uma competição jornalística contra sua prima graças ao mais novo editor do Planeta Diário. Chloe não está pronta para aceitar o que realmente é e termina seu romance com Jimmy. Aparições não faltam na temporada, tais como: Sasha Woodman, uma freak vista na 1ª temporada; Lara, a mãe de Clark; Jor-El, o pai de Kara; Dean Cain interpretando o psicótico Dr Curtis Knox; e a volta do Caçador de Marte. Clark decide começar seu treinamento com Jor-El, mas será que ele está realmente pronto para deixar tudo e todos que ama para trás? O destino de um herói está prestes a se realizar. - E um outro evento importante: A Morte de Lionel, Lex assume ser o vilão da História no Episódio "Descent".

7.01 - BIZARRO

Clark confronta Bizarro, o último fantasma da Zona Fantasma e na briga acabam ocasionando a quebra da represa e uma torrente de água avança para a terra. Lex, que havia acabado de ser preso pelo assassinato de Lana, fica submerso na água em um carro da polícia, mas é salvo por uma jovem misteriosa. Lois faz o possível para salvar Chloe, mas sua prima é pronunciada como morta no hospital. A mesma mulher que salvou Lex reaparece na fazenda dos Kent e revela ser Kara Kent, também conhecida como Supergirl, prima kryptoniana de Clark.

7.02 - KARA

Clark e Lois descobrem a nave de Kara mas antes que eles possam abri-la, Kara aparece e nocauteia Lois. Clark fica chocado depois que Kara lhe diz que está ali para a proteger o bebê Kal-El. Apesar da aparição de Kara, um Clark arrasado decide que sem Lana não há nada que o prenda a Smallville, e vai para a Fortaleza da Solidão começar seu treinamento como super-herói. Entretanto, Jor-El lhe diz que o pai de Kara, que é irmão de Jor-El é mau e que Kara é perigosa, então Clark deve ficar em Smallville para descobrir por que ela veio para a Terra. Lex faz uma descoberta supreendente em relação a Lana e o projeto 33.1.

7.03 - FIERCE

Kara quer desesperadamente fazer amigos e se encaixar na Terra, mas Clark diz a ela para continuar sendo discreta até que ela consiga controlar seus poderes. Apesar de seus avisos, quando o "Concurso da Rainha do Milho" se aproxima, Kara se inscreve e conhece as competidoras - Tyler, Carly e Tempest - três infectadas de meteoro sedutoras que planejam usar seus poderes para roubar um mapa do tesouro para a escondida cápsula do tempo de Smallville. Depois que Tyler testemunha Kara usando seus poderes, as garotas fingem ser suas amigas, mas estão realmente planejando usá-la para o seu plano malígno.

7.04 - CURE

Chloe descobre que um médico, Dr. Curtis Knock, está tratando pessoas infectadas por meteoro e removendo suas habilidades. Desesperada para se livrar de seu poder, Chloe marca uma consulta para vê-lo, sem saber que o Dr. Knox tem um plano nefasto de matar seus pacientes e colher seus orgãos. Enquanto isso, Kara convence Jimmy a ajudá-la a achar seu cristal e desafia as ordens de Clark para ficar na fazenda depois que ela descobre sua localização. Lana monta um esquema vigilância sobre Lex.

7.05 - ACTION

Os moradores de Smallville vibram quando o filme do "Anjo Guerreiro", baseado em um personagem de quadrinhos começa a ser filmado na cidade. Porém, depois que a atriz principal, Rachel Davenport (participação especial de Christina Milian) perde o controle do carro com freios quebrados, Clark tem que parar o carro em fuga. Infelizmente um fã obcecado testemunha esse ato heróico e decide que Clark é realmente um super-herói de verdade, cuja namorada Lana tem que ser eliminada para que Clark possa cumprir seu destino. Enquanto isso Lex descobre Lionel em uma cabana.

7.06 - LARA

Clark Kent descobre que Kara está em Washington procurando pelo cristal. Kara é capturada depois de invadir o laboratório e é sedada com um soro da verdade de kryptonita. O soro faz com que ela se lembre de uma viagem à Terra que ela fez no passado, quando ela seguiu a mãe biológica de Clark, Lara até a Fazenda Kent. Clark chega a tempo de salvá-la, mas depois de queimar a máquina com visão de calor, ele também acaba sendo vítima do soro e vê o que Kara vê: sua mãe.

7.07 - WRATH

Kryptonita e alta voltagem se jutam durante uma tempestade, fazem com que Lana absorva os poderes de Clark. Usando seus super poderers descobertos, ela quebra o cofre do Lex e rouba evidências incriminatórias que ela depois entrega a Lois e Grant, mandando que eles publiquem uma história expondo os segredos de Lex. Depois que Grant se recusa a usar esse material roubado, Lana decide cuidar de Lex sozinha. Clark tenta impedir que Lana mate Lex e acaba em uma super batalha entre os dois.

7.08 - BLUE

Clark ouve a voz de sua mãe biológica, Lara, pedindo ajuda através do cristal de Kara e decide libertá-la, apesar dos avisos de Jor-El. Lara e Clark se encontram e ela o entrega o anel de Jor-El, que contém kryptonita azul. Quando Clark coloca o anel, ele percebe que Zor-El manipulou tudo e que a kryptonita azul tira todos os seus poderes permitindo que Zor-El controle a Fortaleza da Solidão. Enquanto isso, Chloe e Lex descobrem que Lois e Grant têm saído juntos e avisam para eles pararem.

7.09 - GEMINI

Clark retorna a Smallville da Fortaleza e conta a Lana que Kara se foi. Clark diz a Lana que eles deveriam se juntar para derrubar Lex, então ela dá a ele todas as informações que juntou esse tempo todo, incluindo um relatório sobre um homem chamado Adrian, que foi infectado com uma substância alienígena. Adrian secretamente põe uma bomba em Chloe e diz a Lois que se ela não fizer Lex adimitir a verdade sobre seus experimentos com o 33.1, ele irá detonar a bomba. Chloe, achando que vai morrer, confessa a Jimmy que ela é uma afetada pelos meteoros.

7.10 - PERSONA

Enquanto Clark está congelado na Fortaleza, Bizarro assume sua vida com Lana. Sem saber que está com Bizarro, Lana gosta do "novo Clark" e compartilha informações que ela reuniu sobre serial killer que suga todos os minerais de suas vítimas. Os dois concluem que deve ele ser Brainiac e Bizarro sai a procura dele. Lex se atordoa com a reação de Lionel depois que Grant revela que ele é um clone de Julian. Marc McClure, o Jimmy Olsen dos filmes do Superman, atua como convidado interpretando Dax-Ur.

7.11 - SIREN

Enquanto secretamente trabalha para Oliver, Chloe intercepta um dos aquivos de projetos de Lex, mas ela é atacada pela Canário Negro, uma mulher misteriosa com grito subsônico. Dinah Lance, o alter-ego da Canário Negro, é a anfitriã de um conservador show de entrevistas que está trabalhando no Planeta Diário e se choca com Lois. Lex convence a Canário Negro que o Arqueiro-Verde e seu time são terroristas e ela se dispara para atacar o Arqueiro e Clark. Enquanto isso, Lois descobre o segredo de Oliver.

7.12 - FRACTURE

Lois segue Lex para Detroit e descobre que ele encontrou Kara, que tem amnésia. Finley, um garoto que está obcecado por Kara, temendo que Lex a leve embora, atira em Lex e mantém Kara e Lois em cativeiro. Depois que encontram Lex em coma e seu corpo ferido, Chloe se oferece para curá-lo, mas Clark não permite que ela o faça.

7.13 - HERO

Kara e Jimmy vão a um concerto do "One Republic" e um dos mochileiros acaba sendo o ex-morador de Smallville Pete Ross. Pete mastiga um chiclete enriquecido com Kryptonita e desenvolve super-poderes. Clark e Chloe ficam felizes em encontrar seu velho amigo, mas o avisam para não usar seus poderes em público. Entretanto, Lex descobre os poderes de Pete e o chantageia para ajudá-lo a abrir um cofre de Lionel ameaçando revelar que Chloe é uma mutante de meteoro.

7.14 - TRAVELER

Lionel arranja o sequestro de Clark e o prende em uma cela de kryptonita numa unidade da Luthorcorp. Depois que Chloe e Lana encontram uma sonda militar elétrica na fazenda, elas confrontam Lionel, que joga as suspeitas para cima de Lex. Chloe e Lana levam Kara para a Fortaleza e imploram a Jor-El para restaurar a memória dela já que ela é a única que pode salvar Clark.

7.15 - VERITAS

Kara decide ensinar Clark como voar, a fim de reforçar as suas possibilidades contra Brainiac. No entanto, Brainiac parece ter se armado muito bem contra os super primos, e algumas pessoas amadas por Clark estão no fogo cruzado.

7.16 - DESCENT

O segredo de Veritas encaminha Lex em uma direção perigosa que vai colocar Clark e Lex em lados absolutamente opostos. Há uma luta importante por poder, e um personagem morre.

7.17 - SLEEPER

Clark procura desesperadamente por Kara e Brainiac já que Brainiac é o único que pode reverter a condição de Lana. Clark pede a Chloe para checar qualquer sobrecarga de energia na área, então ela entra em alguns computadores do governo, disparando alarmes. Jimmy fica preso entre o Departamento de Segurança - que o ameaça com tempo na cadeia a menos que eles o ajudem a prender Chloe - e Lex, que se oferece para livrar Chloe se Jimmy concordar em ficar lhe devendo.

7.18 - APOCALYPSE

Clark descobre que no passado, Kara enviou mensagens de Krypton que indicam que Brainiac quer matar o Bebê Kal-El, então Clark não existirá no futuro. Clark fica deprimido, pois ele acha que o mundo seria melhor se ele nunca tivesse chegado em Smallville. Jor-El dá um jeito de fazer com que ele veja como a vida teria sido se Clark não tivesse existido - Lex é o Presidente dos Estados Unidos, Kara é criada pelos Luthors, Jonathan está vivo, Lana está casada e feliz e Chloe e Lois são repórteres excepcionais.

7.19 - QUEST

Lex é atacado por um estranho encapuzado que cava símbolos Kryptonianos em seu peito - uma mensagem para Clark. Chloe e Clark investigam e descobrem que um membro do clã Veritas sobreviveu e está se escondendo em uma igreja. Clark e Lex correm para ser o primeiro a encontrar esee membro misterioso de Veritas, que possui a chave para a sobrevivência de Clark.

7.20 - ARCTIC

Kara fala pra Lex que ele está destinado a derrotar o "Viajante" e se oferece para levá-lo à Fortaleza para aprender como fazê-lo. Clark está atordoado com o fato de que Kara vai até Lex mas é descobre que Brainiac personificou Kara e na verdade ela está presa na Zona Fantasma. Chloe é presa pelo departamento de segurança doméstica e Lana acorda do seu estado de coma. Entretando, numa reviravolta épica de acontecimentos, Clark e Lex se enfrentam na Fortaleza e Lex descobre o segredo de Clark.